SÍRIA – QUEM PODE VENCER O ESTADO ISLÂMICO?

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Enquanto os bombardeios promovidos pela aviação russa conseguiram conter as várias facções dos “rebeldes” sírios, o Estado Islâmico conseguiu alguns avanços recentemente. Várias regiões localizadas ao sudeste de Aleppo, a segunda cidade do país, teriam sido tomadas após ter controlado a importante cidade de al-Safira.

As linhas de suprimento entre as cidades de Hama e Aleppo ficaram comprometidas. As tropas do Exército e os milicianos do Hizbollah e das milícias xiitas detiveram a ofensiva para controlar o corredor.

O avanço do Estado Islâmico aconteceu por causa do enfraquecimento dos enfrentamentos com a al-Nusra e outros grupos “rebeldes” que acabaram entrando no foco da atuação do governo, principalmente em Idlib.

O verdadeiro objetivo do governo da Federação Russa não é derrotar o Estado Islâmico e as demais organizações “rebeldes” que contam com o apoio da reação do Oriente Médio e mundial. A política dos russos busca forçar negociações que estabilizem a situação na região, que evitem o contágio sobre o Cáucaso e o sul da Rússia, assim como fortalecer o papel do país, que é um potência regional de primeira ordem.

A visita de John Kerry, o chefe do Departamento de Estado norte-americano, a Sochi (sul da Rússia), onde se encontrou com Vladimir Putin (presidente russo) e Serguei Lavrov (ministro das Relações Exteriores russos), estabeleceu as bases do acordo que buscou colocar em pé uma frente única para estabilizar o Oriente Médio. A ala encabeçada pela Administração Obama tenta se manter como a política preferencial dos monopólios perante o fortalecimento da ala direita, fascistoide. Essa ala já controla as duas câmaras do Congresso e ameaça vencer as eleições nacionais que acontecerão no próximo ano. No Oriente Médio, o governo turco de Erdogan e as reacionárias monarquias do Golfo Pérsico estão por trás do apoio aos grupos “rebeldes”. O objetivo é avançar no controle da região e em se contrapor à presença do Irã e os grupos “coligados”, principalmente o Hizbollah, a poderosa milícia libanesa, e as milícias xiitas.

DE ONDE VEM A FORÇA DO ESTADO ISLÂMICO?

O Estado Islâmico é uma espécie de cachorro louco que a reação tenta usa-lo para os próprios interesses. O mesmo acontece com a al-Qaeda e os demais “rebeldes moderados”. O problema é que esses grupos têm se desenvolvido por causa do desenvolvimento da crise na região. O controle é apenas parcial e a tendência é a que esse controle, apesar dos acordos, se perca.

O confronto no Oriente Médio, na prática, confronta duas políticas principais. O nacionalismo árabe que, mesmo confuso, busca um distanciamento da intervenção aberta do imperialismo, e a reação que busca impor os próprios interesses regionais da mão da ala mais direitista do imperialismo. A reação no Oriente Médio está encabeçada pela Arábia Saudita, as demais monarquias do Golfo, a Jordânia, o Egito e os sionistas israelenses.

O Estado Islâmico se desenvolveu, principalmente, a partir do apoio da Arábia Saudita e do governo turco de Erdogan, e, solapadamente, do imperialismo e de Israel. O objetivo era direciona-lo contra o Irã, os aliados, como o regime sírio de al-Assad, e as milícias xiitas da região, principalmente o Hizbollah, a poderosa milícia libanesa, e as milícias xiitas iraquianas.

A ação russa deixou claro que a suposta “invencibilidade” do Estado Islâmico não passava de uma miragem. No momento atual, a força deste grupo passa pelo financiamento a partir do petróleo, que direciona principalmente para a Turquia e os petrodólares sauditas.

Há duas políticas imperialistas que se confrontam. A política encabeçada por Obama/ Merkel/ Hollande busca saídas negociadas para a crise, pelo menos até onde isso for possível. A ala direta busca uma saída de força como pode ser visto nas políticas propostas colocadas pelos pré-candidatos do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos.

A vitória da ala direita do imperialismo implicaria em política muito mais duras inclusive para a América Latina.

AS NEGOCIAÇÕES EM VIENA COM A PARTICIPAÇÃO DO IRÃ

Um dos principais objetivos da intervenção russa na Síria foi alcançado, a participação do Irã nas negociações, que têm lugar em Viena, com o objetivo de buscar uma saída negociada à crise. Na reunião que começou no dia 30 de outubro, participaram, além do Irã, os Estados Unidos, a Turquia, a Arábia Saudita, a Grã Bretanha, o Egito, o Iraque, a Jordânia e a China. Pela primeira vez, desde 1979, os Estados Unidos e o Irã negociam abertamente problemas do Oriente Médio, além de questões relacionadas diretamente com o próprio Irã.

A saída do presidente al-Assad já foi acordada e aceita pelo grupo que o apoia, os alawitas. Este grupo, apesar de ser uma minoria, domina as regiões localizadas no Mediterrâneo, ao norte do Líbano, e a capital do país, Damasco. Os bombardeios dos russos, junto com a intervenção militar direta do Hizbollah e as milícias xiitas, permitiu criar um enclave alawita a partir do qual os “rebeldes” passaram a enfrentar fortes ataques.

A crise avança a passos largos não somente na Síria, mas também no Iraque, no Egito, no Líbano, na Jordânia e no Iêmen.

A Administração Obama abriu mão os aliados tradicionais, os sauditas e os sionistas israelenses, na nova política para o Oriente Médio, numa movimentação que começou em 2012 quando ficou claro que os Estados Unidos seriam derrotados no Afeganistão e que a política da reação na região conduziam à desestabilização em larga escala. O descontentamento desses aliados, ligados tradicionalmente à ala tradicional do imperialismo, aumentou.

O aprofundamento da crise tem obrigado a buscar “saídas” para a crise. Os sauditas negociam com os russos, assim como os sionistas israelenses. Insinuaram fazê-lo também com o Irã, mas o estouro da crise no Iêmen acabou abortando a tentativa de aproximação.

O imperialismo norte-americano ficou a reboque da situação. Não somente foi derrotado militarmente no Iraque e no Afeganistão, mas não conseguiu fazer decolar os “próprios rebeldes”. A falta de controle de grupos como a al-Nusra (a al-Qaeda na Síria), o Estado Islâmico e até de grupos ligados à Irmandade Muçulmana, levou à aproximação com os russos, o Irã e a China. Mas o grau da crise do imperialismo no Oriente Médio fica ainda mais dramática quando na frente única acabaram entrando o Hizbollah, os curdos e as milícias xiitas, que são controladas diretamente pela força de elite da Guarda Islâmica do Irã, os Quds.

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O QUE A RÚSSIA GANHA NA SÍRIA?

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O que está por trás dos bombardeios na Síria?

A imprensa burguesa tem dado destaque aos bombardeios das posições dos “rebeldes” do Estado Islâmico, da al-Qaeda e de vários outros grupos na Síria pela Rússia. A posição predominante destaca os excessos dos russos. A ala direita, com o apoio de boa parte da esquerda pequeno-burguesa, quer a retirada dos russos. Outra parte da esquerda se indaga sobre o porque a Rússia não entrou em cena antes. Em fim, ainda fica a questão do porque o “quase invencível” Estados Islâmico não foi atacado com firmeza antes.

Na realidade, a ação militar da Rússia na Síria passa por um acordo, uma frente única, impulsionada pela Administração Obama, a partir da visita de John Kerry, o secretario do Departamento de Estado a Sochi (sul da Rússia). O objetivo é estabilizar a crise no Oriente Médio, que ameaça botar fogo na região, uma das mais críticas do mundo. Em contrapartida, a escalada das tensões foi reduzida na Ucrânia e no Mar da China.

A ala ligada a Obama busca confrontar a política abertamente belicista da ala direita do imperialismo, principalmente do imperialismo norte-americano que já domina as duas câmaras do Congresso e que é aliada estreita da Arábia Saudita (um dos principais patrocinadores de vários grupos “rebeldes”) e dos sionistas israelenses. Obama conta com o apoio de François Hollande e Angela Merkel. Na frente única cabe um papel de primeiro plano à Rússia e ao Irã. Agora também estão entrando em cena os chineses, que anunciaram o envio de assessores militares.

Os chineses estão muito preocupados com os próprios “rebeldes”. Aconteceram atentados terroristas não somente na província de Xinjiang, localizada na fronteira com o Paquistão, mas também perto da fronteira com o Vietnam. Além disso, a política do Novo Caminho da Seda tem se tornado fundamental na tentativa de conter a crise capitalista, facilitando o comércio com a Europa, e ultrapassando a armadilha do Estreito de Malaca, controlado pela marinha norte-americana.

O acordo nuclear com o Irã deve ser analisado sobre os pontos colocados acima. E o Irã significa a atuação em campo do Hizbollah, a poderosa milícia libanesa, e das milícias xiitas iraquianas.

QUAIS SÃO OS GANHOS CONCRETOS DA RÚSSIA?

1- A criação de um enclave russo na Síria, lhe permite negociar desde uma posição melhor a “estabilização” na Síria, facilitando as barganhas e, principalmente, o levantamento das sanções. Exatamente igual à política de contenção do imperialismo aplicada nos demais enclaves, Transnítria, repúblicas de Donetsk e Lugansk, Ossétia do Sul, Abkhrasia, Nagorno-Karabakh.

2- A questão da Ucrânia e da Crimeia, junto com as sanções é uma das moedas de troca, tanto no sentido das sanções quanto a conter a entrada da Ucrânia na OTAN que é o grande ponto vermelho da política russa. A política preferencial do governo Putin busca que o Donbass continue fazendo parte da Ucrânia, mas que as duas repúblicas separatistas (Donetsk e Lugansk) tenham status autônomo e poder de veto na Rada (parlamento), principalmente em questões críticas como a entrada na União Europeia e na OTAN.

3- A contenção do avanço dos “rebeldes” para o Cáucaso, a Ásia Central e o sul da Rússia. Não deve ser esquecido que aconteceram duas guerras sangrentas na Tchechênia na década de 1990, numa das quais o Daguestão foi envolvido. Há milhares de “rebeldes” dessas regiões na Síria, no Iraque e em vários outros países, inclusive na Ucrânia, do lado dos golpistas.

4- A disputa pelo controle do Oriente Médio, o que inclui única base que a Rússia possui no Mar Mediterrâneo, localizada no porto de Tartus (Síria, norte do Líbano), com as demais potências regionais e imperialistas. A Arábia Saudita, o Catar e a Turquia apoiam uma miríade de grupos “rebeldes”. Israel apoia a al-Qaeda em Quneitra, no sul da Síria.

A Administração Obama ficou “pendurada na brocha” na tentativa de criar o próprio grupo de “rebeldes”, não confia no “Exército Sírio Livre” e passou a depender do Hizbollah, das milícias xiitas, dos iranianos, dos russos e dos curdos, para desespero da reação mundial. Tal o grau de crise do imperialismo no Oriente Médio.

5- O fortalecimento da política chinesa do Novo Caminho da Seda, da qual a Rússia é um pivô, e que passa pelo Oriente Médio.

6- O fortalecimento da unidade nacional, em torno ao governo Putin, no contexto do aprofundamento da crise capitalista. A Rússia se encontra em recessão há quatro anos. A redução do orçamento público ameaça com a retomada da desestabilização das províncias de cinco anos atrás.

7- A Síria serve de palco (“showzinho”) de apresentação da “eficiência” das armas russas. A Rússia é o segundo maior exportador de armas no mundo. O governo Putin lançou uma política, em 2012, para prioriza-lo sobre todos os demais setores da economia, inclusive o de petróleo.

O efeito colateral desses ganhos, é que a Rússia pode se empantanar da mesma maneira que aconteceu com a União Soviética no Afeganistão, principalmente se a ala direita do imperialismo se fortalecer no próximo período.

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SÍRIA – O ORIENTE MÉDIO EM CHAMAS – Parte 4

QUAIS SÃO AS FORÇAS QUE SE ENFRENTAM NA SÍRIA?

Estado Islâmico

Estado Islâmico

A guerra civil na Síria teve na origem as revoluções árabes que estouraram no início de 2011, impulsionadas pelo colapso econômico de 2008 que colocou em xeque um dos elos mais fracos dos sistema capitalista mundial. Tal como tem acontecido na maioria das revoluções, um acontecimento aparentemente banal botou fogo no norte da África, no Sahel (região localizada ao sul do Deserto de Saara) e no Oriente Médio. Aparentemente, o incêndio foi exagerado para ter sido provocado por um simples vendedor de laranjas, sem licença e desolado com a truculência da inspetora de uma feira, que se imolou numa cidade menor da Tunísia, um país ultra pacato onde nunca tinha acontecido nada. Mas as revoluções são assim mesmo. Um acumulo de pequenas, e algumas não tão pequenas, mudanças quantitativas que dão lugar a mudanças qualitativas.
Após as revoltas iniciais que tinham como objetivo pedir reformas e melhorias nas condições de vida na Síria, os protestos foram infiltrados e tomados por organizações que arrastaram potências regionais e os serviços de inteligência imperialistas e sionistas.
Jaish al-Fatah, que amplia a frente única e inclui Jabhat al-Nusra, mostra que as reacionárias monarquias do Golfo, a Turquia e o imperialismo têm enchido o bolso de várias dessas organizações.

QUEM SE CONFRONTA NA SÍRIA?

Presidente sírio al-Assad

Presidente sírio al-Assad

Hoje na Síria, o governo de al-Assad é apoiado pelo governo dos aiatolás iranianos, com o Hizbollah libanês em campo, e a Rússia, com a China por trás. A al-Qaeda (al-Nusra) e outros grupos coligados, são apoiados pelo Catar e a Turquia, com o imperialismo europeu por trás. A Arábia Saudita e a Jordânia, e, de maneira camuflada, os sionistas e a direita norte-americana também apoiam a al-Qaeda (al-Nusra) e outros grupos guerrilheiros. A Administração Obama ora apoia um grupo, ora apoia outro grupo, ou vários ao mesmo tempo, como um bêbado equilibrista, na tentativa desesperada de estabilizar a situação.
A cobertura que a al-Jazeera tem feito dos líderes da al-Nusra só tem aumentado. E o mais “supreendente”, al-Nusra não foi colocada na lista de organizações terroristas pelos governos dos Estados Unidos e da Europa.
A propaganda do governo turco de que, supostamente, estaria treinando guerrilheiros “moderados” para enfrentar o Estado Islâmico não passa de pura demagogia. Na realidade, por causa da radicalização da situação política, os “moderados têm se agrupado em torno de uma das três forças principais. Organizações que eram consideradas “moderadas”, como os “Revolucionários Sírios” ou o “Frente Levante” têm se incorporado aos grupos principais. Resta saber o porque da campanha aérea contra o Estado Islâmico ter sido tão limitada. As enormes colunas que se movimentam através do deserto “não” têm sido avistadas pelos aviões e os satélites dos norte-americanos. Até pouco tempo atrás eram Toyotas; agora se somaram os blindados e os tanques de guerra.
Os guerrilheiros suportados pela Turquia e o Catar avançam a partir do norte da Síria. Os guerrilheiros suportados pela Arábia Saudita e a Jordânia avançam desde o sul.
O governo de al-Assad está sendo cercado em torno de Damasco e as regiões vizinhas de maioria alawita. Com a ajuda da milícia libanesa, o Hizbollah, ainda mantem um corredor desde o Vale de Bekaa, no Líbano, passando por Damasco, Homs e Hama, até a costa do Mediterrâneo. O aperto militar também tem crescido desde o norte e o leste, além da concentração das operações do Estado Islâmico na região de Homs e Hama. Mas as contradições entre os vários grupos que atuam na Síria são grandes e têm levado a crescentes confrontos militares, o que tem dado fôlego ao governo al-Assad.
A crise na Síria tem irradiado a desestabilização aos países vizinhos. No Iraque e no Iêmen, a situação se tornou crítica. Na Jordânia e no Líbano, a estabilidade está por um fio. A crise tem aumentado o aperto sobre Israel e avança, a passos largos sobre o coração da região, a Arábia Saudita.

Hizbollah

Hizbollah

al-Nusra, a al-Qaeda na Síria

al-Nusra, a al-Qaeda na Síria

Estado Islâmico

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Parte 1- O ORIENTE MÉDIO EM CHAMAS

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Parte 2- A QUEDA INEVITÁVEL de AL-ASSAD

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Parte 3- FRENTE ÚNICA CONTRA o ESTADO ISLÂMICO?

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Parte 4- QUAIS SÃO AS FORÇAS QUE SE ENFRENTAM NA SÍRIA?

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Parte 5- ONDE ESTÁ A ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA NA SÍRIA?

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Parte 6- QUAIS SÃO AS FORÇAS QUE SE ENFRENTAM NA SÍRIA? OS ALAWITAS

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Parte 11- O CURDOS E A QUESTÃO NACIONAL NA TURQUIA

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Parte 12- A AL-QAEDA MORREU?

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Parte 13- DA SÍRIA AO IRAQUE. DO IRAQUE AO IRÃ E À ARÁBIA SAUDITA

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Parte 14- IEMEN, QUEM SERÁ O PRÓXIMO?

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Parte 15- GUERRA TOTAL = CAOS TOTAL

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O ORIENTE MÉDIO EM CHAMAS (Parte 16)

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