PORQUE OBAMA (KERRY) VOLTA À RÚSSIA?

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Nos próximos dias, o secretario do Departamento de Estado, o chefe da diplomacia, dos Estados Unidos visitará novamente a Rússia, onde se encontrará com o ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, e com o presidente Vladimir Putin.

Agora a discussão será sobre as negociações de paz na Síria. A “oposição” síria ligada à Arábia Saudita, a melhor financiada, concordou em ir à mesa de negociações. Esse era o objetivo dos Estados Unidos (ala Obama), da Rússia e do Irã. A questão da Ucrânia, que também será tratada na visita de Kerry, passa por aparar as arestas em relação ao vencimento da dívida dos US$ 3 bilhões que o governo ucraniano deve à Federação Russa, e que Poroshensko pretende dar um calote com a ajuda do FMI.

A primeira visita de John Kerry à Rússia aconteceu no mês de junho passado, quando foi estabelecido o acordo para que os russos atuassem na Síria. Naquele momento, Obama estabeleceu as bases para a estabilização do Oriente Médio. O problema é que essas bases passavam pela aliança com inimigos tradicionais dos Estados Unidos, passando por cima dos aliados tradicionais, em primeiro lugar, a Arábia Saudita e Israel.

Os russos apertaram os ataques aéreos enquanto o Exército sírio avançava por terra com o apoio do Hizbollah (a poderosa milícia libanesa), as milícias xiitas e as forças especiais iranianas, os Quds.

A pressão do Obama se direcionava contra as “loucuras” dos aliados tradicionais que estavam incendiando o Oriente Médio em cima do apoio a vários dos “grupos rebeldes”, a começar pelo Estado Islâmico.

A posição do governo norte-americano e da União Europeia após a derrubada do SU-24, o bombardeiro russo, por caças turcos confirmou a existência desses acordos. A Turquia é um membro da OTAN. O governo da OTAN tentava atrair a OTAN contra a Rússia com o objetivo de proteger os próprio “rebeldes”, reduzir a influência dos curdos na fronteira e projetar o próprio poder na região por causa da necessidade imperante de manter e ampliar a política da Turquia como intermediária no transporte do gás à Europa.

 

OS SAUDITAS ADEREM À POLÍTICA DE OBAMA NA SÍRIA?

 

Recentemente, os “rebeldes” que se reuniram na Arábia Saudita criaram um Conselho de Negociação para negociar com o governo sírio. Apesar de terem colocado como condição principal que o presidente al-Assad não participe do governo transitório, houve uma mudança em relação às posições anteriores em que os sauditas adiaram de todas as maneiras possíveis o início das negociações. O objetivo era fortalecer os próprios rebeldes e chegar à mesa de negociações em condições mais favoráveis.

Com o fortalecimento das posições do governo al-Assad e o enfraquecimento dos rebeldes, parece que foi atingido o ponto de ir à mesa de negociações. A política exterior também entrou num pântano no Iêmen e começa a avançar nas regiões do sul do país habitadas majoritariamente por xiitas.

Os sauditas representam a ala “cachorro louco” das potências regionais, ligada diretamente à ala de extrema direita dos Estados Unidos. Eles não estão satisfeitos com Obama, da mesma maneira que os sionistas israelenses também não o estão. Mas fazer o que? Obama colocou pontos vermelhos, que não podiam ser ultrapassados, como por exemplo o envio de mísseis TOW, terra ar, que tinham o potencial de criar sérios problemas para a aviação russa.

A política Obama avança também na América Latina, onde conseguiu impor Macri na Argentina e a vitória da direita na Assembleia Nacional venezuelana. Mas se trata de uma política transitória, pois a crise se aprofunda e as contradições tendem a se acirrarem no próximo período.

 

U.S. Secretary of State John Kerry steps out of a plane upon arrival at Le Bourget airport in the outskirts of Paris, France

U.S. Secretary of State John Kerry steps out of a plane upon arrival at Le Bourget airport in the outskirts of Paris, France December 7, 2015. Kerry is due to attend the last phase of the World Climate Change Conference 2015 (COP21). REUTERS/Mandel Ngan/Pool

 

 

SÍRIA – QUEM SÃO OS MEUS “TERRORISTAS” FAVORITOS?

 

-ou- “Guerra Contra o Terror 2.0”

SÍRIA0

Os ataques terroristas que aconteceram em Paris colocaram, novamente, à ordem do dia a histeria da “Guerra Contra o Terror”, no melhor estilo dos “neo-conservadores” da Administração George Bush Jr.

A “Guerra contra o Terror” tem como verdadeiro objetivo criar o clima político favorável para avançar contra os direitos individuais e democráticos que ainda restam, para atacar os direitos trabalhistas e avançar com “planos de austeridade” ainda mais duros , e aumentar a agressividade militar. Essa política representa uma imposição dos monopólios que buscam desesperadamente conter a queda dos lucros. Todos os setores políticos integrados ao regime burguês concordam, em alguma medida, em aplicar essas políticas. Mas, obviamente, o setor que naturalmente teria melhores condições para aplica-las seria a extrema direita que, não por acaso, cresce em todo o mundo.

Os atentados de Paris abriram caminho a uma nova onda da “Guerra Contra o Terror”. O crise capitalista se aprofunda a passos largos na Europa e no mundo. As contradições entre as potências se aceleraram. Na França, a economia apresenta claros sinais de esgotamento. No aliado mais estreito, a Alemanha, a indústria entrou em recessão, os principais bancos enfrentam uma situação muito crítica e a principal empresa industrial do país, a Volkswagen, se encontra em grave crise por causa das denúncias promovidas pelos Estados Unidos a partir da espionagem industrial em cima dos dados da NSA (Agência Nacional de Segurança). A França e a Alemanha não são exceções. O mundo avança rapidamente a um novo colapso capitalista de gigantescas proporções, ainda maior que o de 2008.

Os governos de todos os principais países do mundo estão interessados na “Guerra Contra o Terror”. E participam até os mais ferrenhos apoiadores dos grupos guerrilheiros e terroristas.

 

LUTA CONTRA OS TERRORISTAS?

 

O chamado “Grupo Internacional de Apoio à Síria” acordou, no marco das negociações que aconteceram em Viena (Áustria), a realização de negociações entre o governo sírio e a “oposição”, com o apoio das Nações Unidas.

O principal problema que se colocou é qual dos grupos da “oposição” deveriam participar das negociações. Os Estados Unidos apoiam o chamado Exército Sírio Livre. A Arábia Saudita, o Catar e a Turquia pressionam para também seja incluído o grupo Ahrar al-Sham.

A al-Qaeda na Síria (Jabhat al-Nusra) não foi colocada na lista das organizações terroristas da União Europeia e dos Estados Unidos. Ahrar al-Sham e o próprio Exército Sírio Livre, assim como vários outros grupos, têm atuado em conjunto com a al-Nusra. Os ataques aéreos da aviação russa contra esses grupos levantou os alarmes das potências que os patrocinam.

O Estado Islâmico tem sido apoiado de várias maneiras por setores do imperialismo norte-americano, a Turquia, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, principalmente, apesar de se enfrentar a praticamente todas as centenas de grupos guerrilheiros que atuam na Síria.

Além do Estado Islâmico e da al-Nusra, há vários outros grupos que dificilmente aceitarão o cessar fogo, como Jabhat Ansar al-Din e Jund al-Aqsa.

Ainda resta a questão curda. O YPG, a milícias curdas sírias, dominam o nordeste do país e têm atuado contra o Estado Islâmico com o apoio da aviação norte-americana. O governo turco é contra o YPG, que mantém estreita aliança com o PKK (Partido dos Trabalhadores), as milícias curdas que atuam na Província Oriental, na Turquia. Por essa província, passam os gasodutos que transportam gás para a Europa e que representam o grande triunfo da burguesia turca para conter a crise gerada, em grande medida, pelo colapso da indústria têxtil a partir de 2008.

A Federação Russa busca manter e ampliar as posições no Oriente Médio, assim como minimizar as sanções impostas a partir da crise da Ucrânia. O governo dos aiatolás iranianos busca manter a influência sobre a Síria, que tem sido um aliado próximo, e facilitar a logística de apoio à milícia libanesa, o Hizbollah, que representa um dos principais instrumentos de contenção contra as potências ocidentais e a reação do Oriente Médio, principalmente os sionistas israelenses. Vários locais sagrados para os xiitas, como a Mesquita de Sayyidah Zaynab, estão localizados na Síria. Um governo sunita, hostil ao Irã, seria inaceitável para o governo iraniano que é um dos principais apoiadores, no campo de guerra, do Exército Sírio por meio das milícias xiitas e da Guarda Revolucionária Islâmica, principalmente a força de elite, os Quds, dirigida pessoalmente pelo “pop star”, o Brigadeiro General Soulemani.

UMA NOVA ONDA DA “GUERRA CONTRA O TERROR”?

O QUE MOSTROU A REUNIÃO DOS G20

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Na recente reunião, dos G20, que aconteceu na Turquia, os 20 países mais desenvolvidos do planeta, o fundamental das discussões esteve orientadas a como combater os terroristas, ou, dito em outras palavras, a como aplicar uma nova onda da chamada “Guerra ao Terror”. Em cima desta política, está sendo estabelecida uma frente única entre todas as alas da burguesia em escala mundial, apesar do grau de comprometimento dos vários setores. A última vez que se viu algo semelhante foi quando foram colocados em pé as políticas neoliberais nas décadas de 1980 e 1990.

Sobre a política contra o terror, o eixo Obama, Merkel, Hollande tenta fortalecer a aliança com Putin, chineses e iranianos no Oriente Médio, ampliando a participação direta. Desta maneira, um dos objetivos fundamentais passa por se apropriar de parte das bandeiras da extrema direita, colocando-as efetivamente em prática. O problema é que a aplicação dessas políticas é como uma bola de neve, como o demonstraram as fracassadas invasões do Iraque e do Afeganistão. Mas quais seriam as alternativas?

Os monopólios, na tentativa de salvar os lucros a qualquer custo, tentam colocar em pé uma política de força. O problema é qual ala do regime poderá coloca-la em prática. O candidato natural seria a extrema direita, mas coloca-la à frente do regime pode gerar uma desestabilização gigantesca e abrir caminho para o desenvolvimento das tendências revolucionárias. Por enquanto, a burguesia manobras com a “direita tradicional”, com Obama, Merkel, Hollande e Cameron. Há um “leve” deslocamento à direita com Rubio e seus amigos do Partido Republicano, nos Estados Unidos. Mas esse “leve” deslocamento é apenas uma aparência, pois, por trás do Senador Rubio está a extrema direita que se agrupa no Tea Party. Na Alemanha, aparecem em cena os nazistas reciclados do AfD. Na França, onde a crise é muito maior, a burguesia foi mais longe. A Frente Nacional, de Le Penn, já se tornou um dos principais partidos políticos do país e ameaça ir ao segundo turno nas eleições nacionais que acontecerão no próximo ano.

A política golpista foi desescalada na América Latina. As tensões foram reduzidas na Ucrânia e no Mar do Sul da China, na tentativa de estabilizar o Oriente Médio. Mas aparece no horizonte uma nova escalada agressiva que inevitavelmente deverá conduzir o mundo capitalista à enorme desestabilização.

 

MARXISMO OU PACIFISMO BURGUÊS?

 

O grosso da esquerda mundial publicou sendos comunicados contra o terrorismo e a brutalidade do Estado Islâmico, a reboque da campanha do imperialismo. Em cima dessa posição política oportunista e abertamente pró-imperialista, nós deveríamos disputar com a direita o repúdio para posições democráticas. Na realidade, falar que é por causa dos terroristas que a repressão acontece ou aumentará é mais cínica apologia da direita imperialista. Implica em justificar a Guerra do Iraque e do Afeganistão, os golpes de estado, os ataques contra os palestinos e os povos árabes em geral.

O governo francês já armou todo o circo para aplicar com força total a Lei Anti-terrorista que se encontrava entravada por causa da enorme resistência popular. Da mesma maneira, a burguesia imperialista conseguiu abrir passagem para aventuras militares em larga escala, principalmente no Oriente Médio, e para ataques contra os restos do chamado “estado de bem-estar social”.

Os revolucionários marxistas, proletários, devem denunciar as manobras da burguesia que tenta colocar em pé uma política de extrema direita, contra as massas, com o objetivo de salvar os lucros dos monopólios. A “Guerra contra o terror” não passa de uma política do imperialismo.

 

A ESSÊNCIA DA “GUERRA CONTRA O TERROR”

 

A chamada Lei Patriótica (US Patriotic Act) foi promulgada no dia 26 de outubro de 2001, nos Estados Unidos, pelo então presidente George W. Bush JR. Os direitos civis e as liberdades individuais foram colocados no foco dos ataques usando como desculpa o combate ao terrorismo. Uma grande campanha foi orquestrada por meio da imprensa capitalista, incentivando o medo de novos atentados, para justificar a suspensão de direitos e garantias constitucionais e a autorização dos crimes e de todo tipo de abusos por parte do Estado.

Foi institucionalizada a política oficial de caça às bruxas com a perseguição em massa aos muçulmanos e a qualquer opositor do regime, além da legalização da tortura, das execuções sumárias etc. Foi a volta intensificada do macarthismo, que, após a Segunda Guerra Mundial, condenou um grande número de intelectuais sob a acusação de atividades denominadas antiamericanas. Tornaram-se práticas comuns, e livres de ordens judiciais, o rastreamento dos serviços de Internet e das comunicações telefônicas. As bibliotecas e livrarias foram obrigadas a informar sobre os livros procurados por determinados cidadãos. Foi permitida a detenção de “suspeitos” por períodos prolongados. A histeria atingiu um grau tão alto que o governo Bush aprovou em 2004 o projeto de lei conhecido como Tips (Sistema de Prevenção e Informação sobre Terrorismo), que foi rejeitado pelo Congresso, que institucionalizava mecanismos para que um grande número de profissionais, tais como eletricistas e carteiros, entre outros, colaborassem como informantes da polícia.

No orçamento federal, todas as despesas foram congeladas por cinco anos, “com exceção as relacionadas com segurança”. As agências de espionagem ganharam sensíveis acréscimos nos orçamentos. O programa Homeland Security (Segurança Doméstica), que foca o controle de fronteiras, contraterrorismo e cyber-segurança, passou a controlar um orçamento de US$ 47 bilhões. A CIA (Agência Central de Inteligência) e algumas outras agências de espionagem um orçamento de mais de US$ 53,5 bilhões. O Departamento de Justiça destinou mais de US$ 23 bilhões para o FBI (polícia federal dos EUA), à DEA (departamento anti-narcóticos), o Sistema Prisional (que é terceirizado, e hoje conta com mais quase três milhões de presos), o BATR (Controle de Álcool, Tabaco, Explosivos e Armas de Fogo), a Divisão de Segurança Nacional e outras organizações policiais. Somente o programa de contraterrorismo do FBI recebeu US$ 3 bilhões, um terço do total do orçamento desse organismo. Estes números não consideram as verbas secretas cujo montante é desconhecido, tais como as relacionadas com a inteligência militar do programa NIP (Programa de Inteligência Nacional), que contempla as operações no Afeganistão e o Paquistão, cyber-segurança, contraterrorismo, espionagem de governos estrangeiros e grupos qualificados como terroristas. A CIA é a grande provedora desses recursos secretos, provenientes, principalmente, do tráfego de drogas e outras operações ilícitas, tais como lavagem de dinheiro e prostituição, conforme tem sido publicado na imprensa burguesa nos últimos anos.

Este é o modelo das leis antiterroristas que foram impostas pelo imperialismo norte-americano em escala mundial. Essas leis foram aprovadas, recentemente, de maneira um tanto tardia, na França e no Brasil.

QUALQUER SEMELHANÇA NÃO É MERA COINCIDÊNCIA!

OS ATENTADOS TERRORISTAS DE 11 DE SETEMBRO E PARIS

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Os atentados contra as Torres Gêmeas de Nova Iorque, que aconteceram no dia 11 de setembro de 2001, foram a desculpa para que a extrema direita, que controlava o fundamental do governo de George Bush Jr., passasse a aplicar a nefasta política denominada “Guerra ao Terror”.

Os Estados Unidos do início da década passada enfrentavam o esgotamento das políticas neoliberais. Os monopólios procuravam novos mecanismos para manter as taxas de lucro. A França e a Alemanha, que juntos compõem o coração do capitalismo europeu, está passando por uma crise de gigantescas proporções agravada pela crise da ala hegemônica por causa das ondas de refugiados de guerra.

Por trás do circo armado em, praticamente, todos os grandes atentados se encontram as garras dos serviços de inteligência e das agências de repressão a serviço da direita que, por sua vez, é o representante natural dos interesses dos monopólios. Apesar da campanha histérica e idiotizante da imprensa burguesa, há interesses reais e materiais, resultados concretos que foram e serão aplicados após os atentados terroristas.

Os Estados Unidos invadiram o Iraque achando que seria um passeio. O objetivo era, logo em seguida, invadir o Irã e passar a controlar de maneira direta o grosso do petróleo do Oriente Médio. Foi aprovado o Ato Patriótico, foi imposto ao mundo a aprovação das leis anti-terroristas. O Pentágono aprovou, em 2001, a política denominada “Full Spectrum Dominance”, ou dominação total do mundo por céu, ar, terra e ciberespaço. A metade do orçamento do Pentágono foi direcionada para a região Pacífico da Ásia. O orçamento da CIA e das demais agências “anti-terroristas” foi às alturas. Em fim, grande prosperidade para o complexo industrial militar. O “conto de fadas” deu claras amostras de esgotamento com a derrota militar dos Estados Unidos no Iraque, em 2007, o colapso capitalista de 2008, impulsionada pelos gigantescos gastos militares, e a derrota do Partido Republicano nas eleições nacionais.

A França, com a Alemanha por trás, tem exatamente o mesmo propósito dos Estados Unidos com, obviamente, as próprias peculiaridades. O objetivo é participar diretamente do controle do “bolo” no Oriente Médio e que é incompatível com a ação militar exclusiva dos russos e iranianos, e, pior ainda, com aliados como o Hizbollah, a poderosa milícia libanesa, os curdos e as milícias xiitas.

 

A FARSA DO 11 DE SETEMBRO

 

Segundo o registro do governo norte-americano, versão repetida exaustivamente pela imprensa capitalista brasileira, porta-voz da Casa Branca no Brasil, 19 militantes da Al Qaeda, sob as ordens de Osama bin Laden  apoderaram-se de quatro aviões Boeing e, enquanto escapavam do Sistema de Defesa Aéreo, conseguiram atingir 75% dos alvos que planejavam atacar. As torres 1,2 e 7 do World Trade Center teriam desabado devido a uma falha estrutural causada pelo fogo em um efeito em cadeia com um andar derrubando o outro.

Enquanto isso, os aviões que atingiram o Pentágono e o avião abatido em Shankisville, cidade da Pensilvania, foram vaporizados devido ao impacto.

Apesar de todos os gastos e aparatos militares e de inteligência não houve avisos sobre estes ataques e múltiplas falhas, algo reconhecido pelo governo dos Estados Unidos, ou seja, impediram uma defesa capaz de evitar o êxito do grupo nacionalista árabe.

Alguns dos fatos ultra suspeitos. Ainda poderíamos enumerar mais uma centena, a maioria dos quais são públicos e podem ser vistos na Internet.

1.O primeiro fato que chama a atenção é a forma como caíram as torres do Word Trade Center. Uma forma muito semelhante a uma explosão programada de um edifício. Além disso, as duas torres caíram exatamente da mesma forma, aumentando as possibilidades de que foram dinamitadas.

  1. O cimento dos edifícios foi pulverizado. As cenas do ataque após as torres virem  abaixo. O que se vê, e novamente pode ser constatado pelas imagens de televisão, são grandes montanhas de pó de 5 ou 6 metros de altura.
  2. Canais de televisões norte-americanos registraram depoimentos de repórteres que ouviram uma segunda explosão antes do colapso total dos edifícios.
  3. Membros do governo Bush, como Condolezza Rice, secretária de Estado, e o próprio George W.Bush afirmaram que não ocorreram avisos sobre os atentados e que o governo e o sistema de Defesa não previam ataques desta natureza. Uma afirmação falsa, pois dois anos antes dos ataques de 11 de setembro, as Forças Armadas dos EUA realizaram exercícios de treinamentos que usavam aviões desviados como armas com um dos supostos alvos sendo o WTC. Fora a experiência norte-americana com o ataque a Pearl Harbor.
  4. Foi constatado que o principal homem do serviço secreto paquistanês, o General Mohmood Ahmeed, pediu para que um dos líderes da causa árabe, o Omar Sheikh, emprestasse 100 mil dólares a Mohammed Atta, principal militante da Al Qaeda na lista dos 19 executores do atentado.
  5. Em janeiro de 2001, a administração Bush ordenou ao FBI e às agencias de inteligência para se afastarem das investigações que envolviam a família Bin Laden, incluindo dois familiares que viviam na cidade de Falls Church, no estado da Virgínia, próximo ao quartel da CIA. Neste momento, Osama Bin Laden já era considerado um dos principais “terroristas” procurados pela agência.

 

A FARSA DOS ATAQUES CONTRA CHARLIE HEBDO

 

Segundo as informações oficiais, divulgadas pela imprensa burguesa, os responsáveis, pelos atentados em Paris e contra a revista Charlie Hebdo, que aconteceram em janeiro deste ano, teriam ligações com os militantes islâmicos radicais que atuam no Oriente Médio. Mas, da mesma maneira que aconteceu com vários outros atentados terroristas, como os do 11 de setembro de 2001, as evidências que apareceram nos vídeos parecem desmentir as versões oficiais. No caso Hebdo, os terroristas gritaram “Allah Akbar!”, ou “vingadores de Mahommed”, e falaram, em bom francês, que eram membros da Al-Qaeda. Mas eles ao invés de destruírem os materiais da Revista, que eram muito ofensivos, se dedicaram a matar pessoas e até a disparar contra um policial que estava ferido no chão. Sem terem completado o objetivo e sem mostrar interesse em se tornar mártires, os terroristas fugiram rapidamente da polícia. Esses “militantes” demonstraram conhecimento militar e não estavam vestidos como jihadistas, mas como comandos militares.

Os atentados contra a Revista Charlie Hebdo foram usados pela Frente Nacional para impulsionar uma campanha contra os imigrantes, principalmente, contra os que têm como origem as ex colônias francesas do norte da África e os do Oriente Médio. A nova extrema direita europeia tenta se distanciar do fascismo “clássico”, mas basta trocar imigrante islâmico para judeu que as diferenças ficam muito pequenas.

Faltam agora os detalhes para conhecermos os detalhes da farsa dos ataques terroristas de Paris. Mais um capítulos do ataque terrorista de Pearl Harbor, para justificar a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, do auto-afundamento de um navio na Bahia de Tonquim, para justificar a entrada na Guerra do Vietnam, em 1967, o afundamento de um navio em Havana, para justificar a guerra contra a Espanha no final do século XIX. E a lista de exemplos é gigantesca.

ATENTADOS EM PARIS – O FIM DA UNIÃO EUROPEIA?

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Após os recentes atentados que aconteceram em Paris, o governo da Polônia declarou que não aceitará mais imigrantes. As quotas estabelecidas pela União Europeia estão implodidas. A imposição da ala hegemônica, liderada pela chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, tende a se tornar pó. O próprio governo alemão, colocado contra as cordas pela extrema direita, alemã e europeia, empreendeu uma campanha, no Afeganistão e em outros países, na tentativa de convencer a população a não migrar para a Europa.

A medida do governo polonês deverá ser replicada por vários outros países. O Tratado de Schengen também faz parte da ofensiva direitista. O controle das fronteiras foi retomado pela França, a Áustria e a própria Alemanha.

As políticas aplicadas por Angela Merkel e François Hollande entraram num processo abertamente defensivo
 enquanto a extrema direita entrou num processo abertamente ofensivo
. Na França, a Frente Nacional já se tornou um dos principais partidos políticos do país. Na Alemanha, o AfD continua crescendo.

Por trás da crise política, se encontram os monopólios que tentam salvar os lucros a qualquer custo no contexto do aprofundamento da crise capitalista mundial e da expectativa de um novo colapso capitalista, de ainda maiores proporções que o de 2008, para o próximo período. Por esse motivo, a burguesia tenta colocar em pé uma política muito específica: maiores ataques contra os trabalhadores e uma maior agressividade militar no exterior.
 E quem pode melhor aplicar essa política? A socialdemocracia, a direta tradicional ou a extrema direita?

OS ATENTADOS DE PARIS E A UNIÃO EUROPEIA

Os atentados de Paris são extremamente suspeitos, tão suspeitos como os atentados, que aconteceram no início deste ano, contra a revista de extrema direita Charlie Hebdo ou os atentados do 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

A direita conseguiu criar um clima de terror que, evidentemente, favorecerá a aplicação da Lei Antiterrorista, os ataques contra o “estado de bem-estar social” e a agressividade militar no exterior. Essas três políticas estavam enfrentando grande resistência por parte da população francesa e europeia. A situação de histeria criada lembra, e muito, à histeria criada após os ataques contra as Torres Gêmeas e o Pentágono, de 2001.

Mas o “efeito colateral” o endurecimento do regime político será o inevitável colapso da União Europeia, o que deverá gerar um caos ainda maior.

A União Europeia representa um instrumento que tem como objetivo facilitar os lucros dos monopólios, principalmente do imperialismo alemão e francês, que dependem dos baixos salários da Europa Oriental e do mercado europeu
.

Os atentados de Paris, que, ao que tudo indica, têm a mão dos serviços de inteligência por trás, refletem a política desesperada da burguesia imperialista para salvar os lucros das grandes empresas. Trata-se da política do “salve-se quem puder”, exacerbada pela crise.

Com a União Europeia, a crise continua se acelerando e o Banco Central Europeu continua cada vez mais paralisado e estupefato.

Sem a União Europeia, os lucros também tendem a cair e ainda em maior escala no médio prazo. Em resumo, não há saída para a crise capitalista. A “saída” imediata passa pelo aumento dos ataques contra a população e as guerras em larga escala. A verdadeira saída passa pela derrubada do regime burguês pelos trabalhadores.

O sistema financeiro, que é, cada vez mais, ultra parasitário, deve ser estatizado e colocado sobre o controle da população imediatamente. O grosso do lucro de todas as grandes empresas tem como origem as divisões financeiras que atuam, fundamentalmente, na especulação financeira. Todos os monopólios também devem ser estatizados e colocados sobre o controle da população. Mas, obviamente, não se trata de manter o estado burguês, que constitui uma máquina para defender os interesses dos grandes capitalistas. Essa máquina precisa ser colocada abaixo. A tarefa histórica somente pode ser realizada pelos trabalhadores mobilizados, o que é impulsionado, de maneira automática, pela crise capitalista.

Para o próximo período, está colocada a retomada do movimento operário, que ficou paralisada, há 30 anos, principalmente nos países centrais, por causa da aplicação das políticas neoliberais que, em 2008, entraram em colapso. A mobilização da classe operária deverá colocar à ordem do dia a formação de partidos operários, revolucionários e de massas.

A SÍRIA E OS ATAQUES TERRORISTAS EM PARIS

Perante a ofensiva ala direita do imperialismo, que busca uma saída de força para a crise, a Administração Obama tem buscado acelerar a “saída democratizante” em aliança com os russos, o Irã, a China, e, indiretamente, com o Hizbollah, a poderosa milícia libanesa, e os curdos. Essa “saída” tem deixado de lado os aliados tradicionais dos Estados Unidos, em primeiro lugar, os sionistas israelenses, a Arábia Saudita, o Catar, e os Emirados Árabes Unidos. A “saída” reflete a crise gigantesca em que se encontra a dominação da principal potência em escala mundial, os Estados Unidos
.

A “saída” da ala direita do imperialismo pode ser vista nos vários debates do Partido Republicano e passa pelo envio de tropas à Síria, a guerra nuclear contra o Irã, a guerra contra a China e a Rússia. O “pequeno detalhe” será a aplicação prática dessa política
. Os Estados Unidos foram derrotados, em termos militares, no Iraque em 2007. Abandonaram o país após um acordo com o regime dos aiatolás iranianos. E nem sequer conseguiram derrotar o Talibã e estabilizar o Afeganistão, um país muito atrasado, semi tribal.

O tamanho da crise política, que é impulsionada pela crise econômica, pode ser medido pelo desespero da burguesia monopolista que busca impor uma política mais dura em escala mundial. Esse é o verdadeiro contexto dos atentados de Paris.

SÍRIA – QUEM PODE VENCER O ESTADO ISLÂMICO?

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Enquanto os bombardeios promovidos pela aviação russa conseguiram conter as várias facções dos “rebeldes” sírios, o Estado Islâmico conseguiu alguns avanços recentemente. Várias regiões localizadas ao sudeste de Aleppo, a segunda cidade do país, teriam sido tomadas após ter controlado a importante cidade de al-Safira.

As linhas de suprimento entre as cidades de Hama e Aleppo ficaram comprometidas. As tropas do Exército e os milicianos do Hizbollah e das milícias xiitas detiveram a ofensiva para controlar o corredor.

O avanço do Estado Islâmico aconteceu por causa do enfraquecimento dos enfrentamentos com a al-Nusra e outros grupos “rebeldes” que acabaram entrando no foco da atuação do governo, principalmente em Idlib.

O verdadeiro objetivo do governo da Federação Russa não é derrotar o Estado Islâmico e as demais organizações “rebeldes” que contam com o apoio da reação do Oriente Médio e mundial. A política dos russos busca forçar negociações que estabilizem a situação na região, que evitem o contágio sobre o Cáucaso e o sul da Rússia, assim como fortalecer o papel do país, que é um potência regional de primeira ordem.

A visita de John Kerry, o chefe do Departamento de Estado norte-americano, a Sochi (sul da Rússia), onde se encontrou com Vladimir Putin (presidente russo) e Serguei Lavrov (ministro das Relações Exteriores russos), estabeleceu as bases do acordo que buscou colocar em pé uma frente única para estabilizar o Oriente Médio. A ala encabeçada pela Administração Obama tenta se manter como a política preferencial dos monopólios perante o fortalecimento da ala direita, fascistoide. Essa ala já controla as duas câmaras do Congresso e ameaça vencer as eleições nacionais que acontecerão no próximo ano. No Oriente Médio, o governo turco de Erdogan e as reacionárias monarquias do Golfo Pérsico estão por trás do apoio aos grupos “rebeldes”. O objetivo é avançar no controle da região e em se contrapor à presença do Irã e os grupos “coligados”, principalmente o Hizbollah, a poderosa milícia libanesa, e as milícias xiitas.

DE ONDE VEM A FORÇA DO ESTADO ISLÂMICO?

O Estado Islâmico é uma espécie de cachorro louco que a reação tenta usa-lo para os próprios interesses. O mesmo acontece com a al-Qaeda e os demais “rebeldes moderados”. O problema é que esses grupos têm se desenvolvido por causa do desenvolvimento da crise na região. O controle é apenas parcial e a tendência é a que esse controle, apesar dos acordos, se perca.

O confronto no Oriente Médio, na prática, confronta duas políticas principais. O nacionalismo árabe que, mesmo confuso, busca um distanciamento da intervenção aberta do imperialismo, e a reação que busca impor os próprios interesses regionais da mão da ala mais direitista do imperialismo. A reação no Oriente Médio está encabeçada pela Arábia Saudita, as demais monarquias do Golfo, a Jordânia, o Egito e os sionistas israelenses.

O Estado Islâmico se desenvolveu, principalmente, a partir do apoio da Arábia Saudita e do governo turco de Erdogan, e, solapadamente, do imperialismo e de Israel. O objetivo era direciona-lo contra o Irã, os aliados, como o regime sírio de al-Assad, e as milícias xiitas da região, principalmente o Hizbollah, a poderosa milícia libanesa, e as milícias xiitas iraquianas.

A ação russa deixou claro que a suposta “invencibilidade” do Estado Islâmico não passava de uma miragem. No momento atual, a força deste grupo passa pelo financiamento a partir do petróleo, que direciona principalmente para a Turquia e os petrodólares sauditas.

Há duas políticas imperialistas que se confrontam. A política encabeçada por Obama/ Merkel/ Hollande busca saídas negociadas para a crise, pelo menos até onde isso for possível. A ala direta busca uma saída de força como pode ser visto nas políticas propostas colocadas pelos pré-candidatos do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos.

A vitória da ala direita do imperialismo implicaria em política muito mais duras inclusive para a América Latina.

AS NEGOCIAÇÕES EM VIENA COM A PARTICIPAÇÃO DO IRÃ

Um dos principais objetivos da intervenção russa na Síria foi alcançado, a participação do Irã nas negociações, que têm lugar em Viena, com o objetivo de buscar uma saída negociada à crise. Na reunião que começou no dia 30 de outubro, participaram, além do Irã, os Estados Unidos, a Turquia, a Arábia Saudita, a Grã Bretanha, o Egito, o Iraque, a Jordânia e a China. Pela primeira vez, desde 1979, os Estados Unidos e o Irã negociam abertamente problemas do Oriente Médio, além de questões relacionadas diretamente com o próprio Irã.

A saída do presidente al-Assad já foi acordada e aceita pelo grupo que o apoia, os alawitas. Este grupo, apesar de ser uma minoria, domina as regiões localizadas no Mediterrâneo, ao norte do Líbano, e a capital do país, Damasco. Os bombardeios dos russos, junto com a intervenção militar direta do Hizbollah e as milícias xiitas, permitiu criar um enclave alawita a partir do qual os “rebeldes” passaram a enfrentar fortes ataques.

A crise avança a passos largos não somente na Síria, mas também no Iraque, no Egito, no Líbano, na Jordânia e no Iêmen.

A Administração Obama abriu mão os aliados tradicionais, os sauditas e os sionistas israelenses, na nova política para o Oriente Médio, numa movimentação que começou em 2012 quando ficou claro que os Estados Unidos seriam derrotados no Afeganistão e que a política da reação na região conduziam à desestabilização em larga escala. O descontentamento desses aliados, ligados tradicionalmente à ala tradicional do imperialismo, aumentou.

O aprofundamento da crise tem obrigado a buscar “saídas” para a crise. Os sauditas negociam com os russos, assim como os sionistas israelenses. Insinuaram fazê-lo também com o Irã, mas o estouro da crise no Iêmen acabou abortando a tentativa de aproximação.

O imperialismo norte-americano ficou a reboque da situação. Não somente foi derrotado militarmente no Iraque e no Afeganistão, mas não conseguiu fazer decolar os “próprios rebeldes”. A falta de controle de grupos como a al-Nusra (a al-Qaeda na Síria), o Estado Islâmico e até de grupos ligados à Irmandade Muçulmana, levou à aproximação com os russos, o Irã e a China. Mas o grau da crise do imperialismo no Oriente Médio fica ainda mais dramática quando na frente única acabaram entrando o Hizbollah, os curdos e as milícias xiitas, que são controladas diretamente pela força de elite da Guarda Islâmica do Irã, os Quds.

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Brigadeiro General iraniano ASSASSINADO NA SÍRIA

Ira Acordo Nuclear5Qual o significado?

O Brigadeiro General Hossein Hamedani, um veterano da Guerra Irã – Iraque, era um alto comandante do Corpo de  Guardiães da Revolução Islâmica do Irã (IRGC). Ele era um importante organizador das milícias xiitas no Iraque e na Síria.

No momento do assassinato, Hamedani se encontrava em Aleppo, a segunda cidade Síria em ordem de importância, o que revela o grau de intervenção e comprometimento do governo iraniano na Síria.

O Estado Islâmico realizou o ataque, mas, muito possivelmente, houve a mão dos serviços de inteligência por trás. Hamedani, assim como vários outros comandantes do primeiro escalão da IRGC e, principalmente dos Quds, as forças especiais da IRGC, estava na lista dos “assassináveis” do Mossad sionista havia tempo.

Israel escalou a campanha contra o Irã após a derrota de 2006 no Líbano. A poderosa milícia libanesa Hizbollah conseguiu fazer o que 11 exércitos árabes juntos não conseguiram em 1967 e 1971, derrotar os sionistas em termos militares. E o Irã esteve por trás.

O Hizbollah representa a milícia mais poderosa do Líbano, inclusive mais poderosa que o próprio exército. Em 2008, quando aumentou a pressão pelo seu desarmamento, chegou a tomar o controle da capital, Beirut, rapidamente, o que conduz aos acordos de Doha, que regem o sistema político no Líbano até hoje.

O Irã se encontra na linha de frente do combate aos “rebeldes” na Síria e no Iraque. Os Quds representam o principal instrumento militar de atuação do regime dos aiatolás no Oriente Médio. O principal comandante do Quds, o Brigadeiro General Soulemani esteve em Moscou recentemente para sincronizar a atuação.

Os chamados “rebeldes” atuam, em determinados graus, como instrumentos das potências regionais e do imperialismo no Oriente Médio, inclusive o Estado Islâmico.

Neste momento, se formaram dois blocos principais no Oriente Médio:

O primeiro bloco é formado pela Rússia, o Irã, a China e a ala “esquerda” do imperialismo: Obama, Merkel, Hollande. Este bloco inclui os curdos (sírios, turcos e iraquianos) e o Hizbollah.

O segundo bloco é formado pela Arábia Saudita, os Emirados Árabes, Israel e a ala direita do imperialismo. Este bloco inclui uma miríade de grupos “rebeldes”, com diversos graus de aproximação e controle. O principais são a al-Nusra (a al-Qaeda na Síria) e o Estado Islâmico sobre os quais o controle e os acordos são fluidos, principalmente em relação a o último.

Em terceiro lugar, há os países que oscilam entre os dois blocos, principalmente a Turquia, o Catar e o Egito.