QUALQUER SEMELHANÇA NÃO É MERA COINCIDÊNCIA!

OS ATENTADOS TERRORISTAS DE 11 DE SETEMBRO E PARIS

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Os atentados contra as Torres Gêmeas de Nova Iorque, que aconteceram no dia 11 de setembro de 2001, foram a desculpa para que a extrema direita, que controlava o fundamental do governo de George Bush Jr., passasse a aplicar a nefasta política denominada “Guerra ao Terror”.

Os Estados Unidos do início da década passada enfrentavam o esgotamento das políticas neoliberais. Os monopólios procuravam novos mecanismos para manter as taxas de lucro. A França e a Alemanha, que juntos compõem o coração do capitalismo europeu, está passando por uma crise de gigantescas proporções agravada pela crise da ala hegemônica por causa das ondas de refugiados de guerra.

Por trás do circo armado em, praticamente, todos os grandes atentados se encontram as garras dos serviços de inteligência e das agências de repressão a serviço da direita que, por sua vez, é o representante natural dos interesses dos monopólios. Apesar da campanha histérica e idiotizante da imprensa burguesa, há interesses reais e materiais, resultados concretos que foram e serão aplicados após os atentados terroristas.

Os Estados Unidos invadiram o Iraque achando que seria um passeio. O objetivo era, logo em seguida, invadir o Irã e passar a controlar de maneira direta o grosso do petróleo do Oriente Médio. Foi aprovado o Ato Patriótico, foi imposto ao mundo a aprovação das leis anti-terroristas. O Pentágono aprovou, em 2001, a política denominada “Full Spectrum Dominance”, ou dominação total do mundo por céu, ar, terra e ciberespaço. A metade do orçamento do Pentágono foi direcionada para a região Pacífico da Ásia. O orçamento da CIA e das demais agências “anti-terroristas” foi às alturas. Em fim, grande prosperidade para o complexo industrial militar. O “conto de fadas” deu claras amostras de esgotamento com a derrota militar dos Estados Unidos no Iraque, em 2007, o colapso capitalista de 2008, impulsionada pelos gigantescos gastos militares, e a derrota do Partido Republicano nas eleições nacionais.

A França, com a Alemanha por trás, tem exatamente o mesmo propósito dos Estados Unidos com, obviamente, as próprias peculiaridades. O objetivo é participar diretamente do controle do “bolo” no Oriente Médio e que é incompatível com a ação militar exclusiva dos russos e iranianos, e, pior ainda, com aliados como o Hizbollah, a poderosa milícia libanesa, os curdos e as milícias xiitas.

 

A FARSA DO 11 DE SETEMBRO

 

Segundo o registro do governo norte-americano, versão repetida exaustivamente pela imprensa capitalista brasileira, porta-voz da Casa Branca no Brasil, 19 militantes da Al Qaeda, sob as ordens de Osama bin Laden  apoderaram-se de quatro aviões Boeing e, enquanto escapavam do Sistema de Defesa Aéreo, conseguiram atingir 75% dos alvos que planejavam atacar. As torres 1,2 e 7 do World Trade Center teriam desabado devido a uma falha estrutural causada pelo fogo em um efeito em cadeia com um andar derrubando o outro.

Enquanto isso, os aviões que atingiram o Pentágono e o avião abatido em Shankisville, cidade da Pensilvania, foram vaporizados devido ao impacto.

Apesar de todos os gastos e aparatos militares e de inteligência não houve avisos sobre estes ataques e múltiplas falhas, algo reconhecido pelo governo dos Estados Unidos, ou seja, impediram uma defesa capaz de evitar o êxito do grupo nacionalista árabe.

Alguns dos fatos ultra suspeitos. Ainda poderíamos enumerar mais uma centena, a maioria dos quais são públicos e podem ser vistos na Internet.

1.O primeiro fato que chama a atenção é a forma como caíram as torres do Word Trade Center. Uma forma muito semelhante a uma explosão programada de um edifício. Além disso, as duas torres caíram exatamente da mesma forma, aumentando as possibilidades de que foram dinamitadas.

  1. O cimento dos edifícios foi pulverizado. As cenas do ataque após as torres virem  abaixo. O que se vê, e novamente pode ser constatado pelas imagens de televisão, são grandes montanhas de pó de 5 ou 6 metros de altura.
  2. Canais de televisões norte-americanos registraram depoimentos de repórteres que ouviram uma segunda explosão antes do colapso total dos edifícios.
  3. Membros do governo Bush, como Condolezza Rice, secretária de Estado, e o próprio George W.Bush afirmaram que não ocorreram avisos sobre os atentados e que o governo e o sistema de Defesa não previam ataques desta natureza. Uma afirmação falsa, pois dois anos antes dos ataques de 11 de setembro, as Forças Armadas dos EUA realizaram exercícios de treinamentos que usavam aviões desviados como armas com um dos supostos alvos sendo o WTC. Fora a experiência norte-americana com o ataque a Pearl Harbor.
  4. Foi constatado que o principal homem do serviço secreto paquistanês, o General Mohmood Ahmeed, pediu para que um dos líderes da causa árabe, o Omar Sheikh, emprestasse 100 mil dólares a Mohammed Atta, principal militante da Al Qaeda na lista dos 19 executores do atentado.
  5. Em janeiro de 2001, a administração Bush ordenou ao FBI e às agencias de inteligência para se afastarem das investigações que envolviam a família Bin Laden, incluindo dois familiares que viviam na cidade de Falls Church, no estado da Virgínia, próximo ao quartel da CIA. Neste momento, Osama Bin Laden já era considerado um dos principais “terroristas” procurados pela agência.

 

A FARSA DOS ATAQUES CONTRA CHARLIE HEBDO

 

Segundo as informações oficiais, divulgadas pela imprensa burguesa, os responsáveis, pelos atentados em Paris e contra a revista Charlie Hebdo, que aconteceram em janeiro deste ano, teriam ligações com os militantes islâmicos radicais que atuam no Oriente Médio. Mas, da mesma maneira que aconteceu com vários outros atentados terroristas, como os do 11 de setembro de 2001, as evidências que apareceram nos vídeos parecem desmentir as versões oficiais. No caso Hebdo, os terroristas gritaram “Allah Akbar!”, ou “vingadores de Mahommed”, e falaram, em bom francês, que eram membros da Al-Qaeda. Mas eles ao invés de destruírem os materiais da Revista, que eram muito ofensivos, se dedicaram a matar pessoas e até a disparar contra um policial que estava ferido no chão. Sem terem completado o objetivo e sem mostrar interesse em se tornar mártires, os terroristas fugiram rapidamente da polícia. Esses “militantes” demonstraram conhecimento militar e não estavam vestidos como jihadistas, mas como comandos militares.

Os atentados contra a Revista Charlie Hebdo foram usados pela Frente Nacional para impulsionar uma campanha contra os imigrantes, principalmente, contra os que têm como origem as ex colônias francesas do norte da África e os do Oriente Médio. A nova extrema direita europeia tenta se distanciar do fascismo “clássico”, mas basta trocar imigrante islâmico para judeu que as diferenças ficam muito pequenas.

Faltam agora os detalhes para conhecermos os detalhes da farsa dos ataques terroristas de Paris. Mais um capítulos do ataque terrorista de Pearl Harbor, para justificar a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, do auto-afundamento de um navio na Bahia de Tonquim, para justificar a entrada na Guerra do Vietnam, em 1967, o afundamento de um navio em Havana, para justificar a guerra contra a Espanha no final do século XIX. E a lista de exemplos é gigantesca.

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ATENTADOS EM PARIS – O FIM DA UNIÃO EUROPEIA?

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Após os recentes atentados que aconteceram em Paris, o governo da Polônia declarou que não aceitará mais imigrantes. As quotas estabelecidas pela União Europeia estão implodidas. A imposição da ala hegemônica, liderada pela chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, tende a se tornar pó. O próprio governo alemão, colocado contra as cordas pela extrema direita, alemã e europeia, empreendeu uma campanha, no Afeganistão e em outros países, na tentativa de convencer a população a não migrar para a Europa.

A medida do governo polonês deverá ser replicada por vários outros países. O Tratado de Schengen também faz parte da ofensiva direitista. O controle das fronteiras foi retomado pela França, a Áustria e a própria Alemanha.

As políticas aplicadas por Angela Merkel e François Hollande entraram num processo abertamente defensivo
 enquanto a extrema direita entrou num processo abertamente ofensivo
. Na França, a Frente Nacional já se tornou um dos principais partidos políticos do país. Na Alemanha, o AfD continua crescendo.

Por trás da crise política, se encontram os monopólios que tentam salvar os lucros a qualquer custo no contexto do aprofundamento da crise capitalista mundial e da expectativa de um novo colapso capitalista, de ainda maiores proporções que o de 2008, para o próximo período. Por esse motivo, a burguesia tenta colocar em pé uma política muito específica: maiores ataques contra os trabalhadores e uma maior agressividade militar no exterior.
 E quem pode melhor aplicar essa política? A socialdemocracia, a direta tradicional ou a extrema direita?

OS ATENTADOS DE PARIS E A UNIÃO EUROPEIA

Os atentados de Paris são extremamente suspeitos, tão suspeitos como os atentados, que aconteceram no início deste ano, contra a revista de extrema direita Charlie Hebdo ou os atentados do 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

A direita conseguiu criar um clima de terror que, evidentemente, favorecerá a aplicação da Lei Antiterrorista, os ataques contra o “estado de bem-estar social” e a agressividade militar no exterior. Essas três políticas estavam enfrentando grande resistência por parte da população francesa e europeia. A situação de histeria criada lembra, e muito, à histeria criada após os ataques contra as Torres Gêmeas e o Pentágono, de 2001.

Mas o “efeito colateral” o endurecimento do regime político será o inevitável colapso da União Europeia, o que deverá gerar um caos ainda maior.

A União Europeia representa um instrumento que tem como objetivo facilitar os lucros dos monopólios, principalmente do imperialismo alemão e francês, que dependem dos baixos salários da Europa Oriental e do mercado europeu
.

Os atentados de Paris, que, ao que tudo indica, têm a mão dos serviços de inteligência por trás, refletem a política desesperada da burguesia imperialista para salvar os lucros das grandes empresas. Trata-se da política do “salve-se quem puder”, exacerbada pela crise.

Com a União Europeia, a crise continua se acelerando e o Banco Central Europeu continua cada vez mais paralisado e estupefato.

Sem a União Europeia, os lucros também tendem a cair e ainda em maior escala no médio prazo. Em resumo, não há saída para a crise capitalista. A “saída” imediata passa pelo aumento dos ataques contra a população e as guerras em larga escala. A verdadeira saída passa pela derrubada do regime burguês pelos trabalhadores.

O sistema financeiro, que é, cada vez mais, ultra parasitário, deve ser estatizado e colocado sobre o controle da população imediatamente. O grosso do lucro de todas as grandes empresas tem como origem as divisões financeiras que atuam, fundamentalmente, na especulação financeira. Todos os monopólios também devem ser estatizados e colocados sobre o controle da população. Mas, obviamente, não se trata de manter o estado burguês, que constitui uma máquina para defender os interesses dos grandes capitalistas. Essa máquina precisa ser colocada abaixo. A tarefa histórica somente pode ser realizada pelos trabalhadores mobilizados, o que é impulsionado, de maneira automática, pela crise capitalista.

Para o próximo período, está colocada a retomada do movimento operário, que ficou paralisada, há 30 anos, principalmente nos países centrais, por causa da aplicação das políticas neoliberais que, em 2008, entraram em colapso. A mobilização da classe operária deverá colocar à ordem do dia a formação de partidos operários, revolucionários e de massas.

A SÍRIA E OS ATAQUES TERRORISTAS EM PARIS

Perante a ofensiva ala direita do imperialismo, que busca uma saída de força para a crise, a Administração Obama tem buscado acelerar a “saída democratizante” em aliança com os russos, o Irã, a China, e, indiretamente, com o Hizbollah, a poderosa milícia libanesa, e os curdos. Essa “saída” tem deixado de lado os aliados tradicionais dos Estados Unidos, em primeiro lugar, os sionistas israelenses, a Arábia Saudita, o Catar, e os Emirados Árabes Unidos. A “saída” reflete a crise gigantesca em que se encontra a dominação da principal potência em escala mundial, os Estados Unidos
.

A “saída” da ala direita do imperialismo pode ser vista nos vários debates do Partido Republicano e passa pelo envio de tropas à Síria, a guerra nuclear contra o Irã, a guerra contra a China e a Rússia. O “pequeno detalhe” será a aplicação prática dessa política
. Os Estados Unidos foram derrotados, em termos militares, no Iraque em 2007. Abandonaram o país após um acordo com o regime dos aiatolás iranianos. E nem sequer conseguiram derrotar o Talibã e estabilizar o Afeganistão, um país muito atrasado, semi tribal.

O tamanho da crise política, que é impulsionada pela crise econômica, pode ser medido pelo desespero da burguesia monopolista que busca impor uma política mais dura em escala mundial. Esse é o verdadeiro contexto dos atentados de Paris.