LÍBANO – LIXO E CRISE POLÍTICA

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Durante os últimos meses, a capital do Líbano, Beirut, tem enfrentado sucessivos protestos contra a crise da coleta e tratamento do lixo. A crise se acentuou a partir do dia 17 de julho, quando o contrato com a empresa Sukleen não foi renovado.

O principal grupo que se formou a raiz dos protestos, o “You Stink”, em alusão à corrupção no governo, que não consegue fornecer serviços públicos de mínima qualidade, pede a renuncia do Ministro do Meio Ambiente, Mohammed Mashnouq.

Os protestos, que são legais, passaram a ser duramente reprimidos pela polícia. No final de semana 22 e 23 de agosto, milhares de manifestantes ocuparam a Praça dos Mártires e marcharam em direção ao Parlamento, quando voltaram a ser violentamente reprimidos. No sábado 29 de agosto aconteceu o maior protesto contra o governo libanês. As palavras de ordem contra o governo se generalizaram. “Saura!” (a palavra árabe para “revolução”) passou a ser gritada pelos manifestantes cristãos e muçulmanos.

ESTADO ATUAL DA CRISE EM BEIRUTE

O governo aprovou recentemente um pacote de emergência para encaminhar os problemas mais gritantes relacionados com a colheita do lixo. Uma ONG, Transparency Lebanon está publicando e acompanhando as medidas. O governo promete começar a tratar o lixo de uma “maneira ecológica e eficiente” após um período de transição de um ano e meio. O lixo acumulado já supera as 100 mil toneladas, além de mais 3.500 toneladas diárias. Além disso, o lixo que a Sunkleen recolheu se encontra exposto, ao ar livre, em vários lugares e sem qualquer tratamento.

Mas, no Líbano, a crise do lixo passa pela pressão das potências reacionárias sobre o governo. A crise política se desenvolve, em grande medida, devido a que a estrutura de poder existente no país, desde 2008, foi colocada em xeque.

O líder do Movimento Mudança e Reforma, Michael Aoun, encabeçou uma importante manifestação, no domingo 11 de outubro, exigindo a renúncia Do governo liderado pelo Movimento Patriótico Livre, que encabeça o Movimento 14 de Março. Aoun é também o candidato a presidente da República pelo Movimento 8 de Março, apoiado pela poderosa milícia Hizbollah.

Os novos protestos no centro “chique” de Beirut têm colocado em evidência a população pobre das regiões periféricas que começaram a aderir aos protestos.

O Movimento 8 de Março busca a aprovação de uma nova lei eleitoral baseada na representação proporcional e eleições parlamentares, seguidas de eleições presidenciais. O Líbano se encontra sem presidente da República desde o mês de maio de 2014.

O governo se encontra pressionado não somente pelas divisões entre os vários integrantes, mas pelos protestos da população. No dia 8 de outubro, mais um grande protesto foi reprimido pela polícia com violência na Praça dos Mártires e a região central de Riad al-Solh.

O QUE ESTÁ POR TRÁS DA “INEFICIÊNCIA” DO GOVERNO?

O problema do lixo é anterior a 2011. O principal depósito de lixo, Naameh, foi aberto em 1998, de maneira temporária em 1998 e deveria ter sido fechado em 2004, mas continuou funcionando até este ano, sem haver alternativas. A Sukleen cobrava US$ 135 pela remoção de cada tonelada de lixo o que é um valor muito acima da média mundial.

Na realidade, as contradições políticas aumentam no Líbano por causa da pressão da guerra civil na Síria.

O início do projeto de exploração de petróleo e gás, que depende da assinatura do Parlamento, ainda não foi assinado e, portanto, ainda não foi iniciado. Os professores entraram em greve em protesto pela efetivação do aumento de salario que o parlamento já tinha aprovado. Um escândalo estourou por causa da falsificação de alimentos por supermercados e restaurantes.

A metade da população do Líbano é composta por refugiados palestinos e sírios que, na esmagadora maioria, se encontra sufocada em campos de refugiados sem acesso a qualquer serviço público.

O principal bloco político do governo, o 14 de Março, é apoiado pela Arábia Saudita enquanto do 8 de Março é apoiado pelo Hizbollah e o Irã.

A situação política do país é instável. A divisão dos cargos no parlamento e no governo foi a maneira encontrada para colocar em pé um governo de unidade nacional que contemplasse os vários grupos, a partir de 2008. Mas, ao mesmo tempo, essa é a fragilidade. O país não conseguiu eleger um presidente de consenso há mais de um ano, desde o mês de maio do ano passado, e o atual parlamento estendeu os mandatos duas vezes sem ter convocado eleições.

Em 2013, o governo justificou a segunda extensão do mandato até 2017 alegando potenciais problemas para chamar a eleições nacionais devido aos problemas de segurança gerados pela guerra civil na Síria.

O sistema sectário que rege a política no Líbano, garantindo cotas no poder para cada uma das 18 seitas religiosas do país. O presidente deve ser cristão maronita, o primeiro-ministro deve ser muçulmano sunita e o presidente do Parlamento, muçulmano xiita. Os ministérios também são divididos entre as confissões religiosas. O sistema proporciona uma relativa paz entre as seitas do Líbano, principalmente enquanto há guerras civis na Síria e o Iraque. Ao mesmo tempo aumenta o poder dos caciques das facções.

PERSPECTIVAS PARA A CRISE NO LÍBANO

O fornecimento de serviços públicos de qualidade passa pelo direcionamento de recursos para investimentos em infraestrutura e programas sociais. Além da coleta do lixo, o fornecimento de energia elétrica, água potável, telefonia celular e Internet são precários, com recorrentes interrupções.

As soluções colocadas para a “crise do lixo” no Líbano serão parcialmente atendidas pelo Programa de Emergência, que ainda deve ser acompanhado se será colocado em prática. Mas uma solução a mais longo prazo passa por duas questões principais.

O governo central se encontra semiparalisado e pressionado pela Arábia Saudita, Israel e outras potências. No curto prazo, uma solução para a crise política, nos marcos do regime, passa pela convocação de eleições gerais e proporcionais, seguidas de eleições para a presidência da República, tal como o propõe o Movimento 8 de Março. No longo prazo, a evolução da situação política do Líbano depende da evolução política geral do Oriente Médio e, principalmente, do grau de interferência das grandes potências e da capacidade de mobilização e organização dos povos da região.

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LÍBANO

MUITO ALÉM DE LIXO

Há várias semanas a capital do Líbano, Beirut, tem enfrentado sucessivos protestos contra a crise da coleta do lixo. No dia 17 de julho, o contrato com a empresa Sukleen e não foi renovado.

O principal grupo que se formou a raiz dos protesto, o “You Stink”, em alusão à corrupção no governo, que não consegue fornecer serviços públicos de qualidade, pede a renuncia do Ministro do Meio Ambiente, Mohammed Mashnouq. O Ministério do Meio Ambiente foi ocupado pelos manifestantes, apresentaram um manifesto, mas acabaram sendo removidos pela polícia.

Após a repressão dos protestos, promovida pelas forças de segurança, apesar de serem permitidos, estes escalaram no final de semana 22 e 23 de agosto. Milhares de manifestantes tomaram a Praça dos Mártires e marcharam em direção ao Parlamento, tendo sido violentamente reprimidos pela polícia.

No sábado 29 de agosto aconteceu o maior protesto contra o governo libanês. As palavras de ordem contra o governo se generalizaram.

A marcha começou na praça dos Mártires e se dirigiu até a frente do Grand Serail, o palácio que abriga o escritório do primeiro-ministro libanês, Tammam Salam. Gritos de “saura!” (a palavra árabe para “revolução”) foram entoados constantemente pelo público, composto tanto por cristãos, quanto por muçulmanos. Um novo tumulto começou quando

um grupo de cerca 30 homens, a maioria com os rostos cobertos com camisetas, jogou bombas de pequeno impacto na rua. Em poucos minutos, os explosivos começaram a ser arremessados para dentro do jardim do palácio ministerial, caindo perto de um veículo blindado estacionado lá dentro.

O mesmo grupo tentou arrancar a enorme rede de arame farpado que separa o edifício da rua, ensaiando uma invasão ao Grand Serail, mas sem sucesso.

Alguns manifestantes gritaram palavras de apoio ao ato, enquanto outros tentaram impedi-lo. Forças segurança posicionaram canhões d’água contra a multidão.

Porém, depois de entrar em confrontos com manifestantes no último fim de semana, que resultaram em quase 500 feridos, a polícia libanesa se absteve, pelo menos até o momento, de reprimir o protesto com violência.

SERVIÇOS PÚBLICOS PARALISADOS

A praça dos Mártires foi palco de intensos confrontos armados durante a Guerra Civil Libanesa (1975-1990), que opôs as diferentes confissões religiosas do país. O principal símbolo da praça é uma escultura que ainda se encontra cravada de balas, como uma lembrança do conflito que, durante 15 anos, destruiu o Líbano.

Além da coleta do lixo, o fornecimento de energia elétrica, água potável, telefonia celular e Internet são precários, com recorrentes interrupções.

O início do projeto de exploração de petróleo e gás, que depende da assinatura do parlamento, ainda não foi assinado e, portanto, ainda não foi iniciado. Os professores entraram em greve em protesto pela efetivação do aumento de salario que o parlamento já tinha aprovado. Um escândalo estourou por causa da falsificação de alimentos por supermercados e restaurantes. selling rotten produce.

Na realidade, as contradições políticas aumentam por causa da guerra civil na Síria. Mas o problema do lixo é anterior a 2011. O principal depósito de lixo, Naameh, foi aberto em 1998, de maneira temporária em 1998 e deveria ter sido fechado em 2004, mas continuou funcionando até este ano, sem haver alternativas.

A Sukleen cobra US$ 135 pela remoção de cada tonelada de lixo o que é um valor muito acima da média mundial.

O GOVERNO LIBANÊS PARALISADO

A metade da população do Líbano é composta por refugiados palestinos e sírios que, na esmagadora maioria, se encontra sufocada em campos de refugiados sem acesso a qualquer serviço público.

O principal bloco político do governo, o 14 de Março, é apoiado pela Arábia Saudita enquanto do 8 de Março é apoiado pelo Hizbollah e o Irã.

A situação política do país é instável. A divisão dos cargos no parlamento e no governo foi a maneira encontrada para colocar em pé um governo de unidade nacional que contemplasse os vários grupos, a partir de 2008. Mas, ao mesmo tempo, essa é a fragilidade. O país não conseguiu eleger um presidente de consenso há mais de um ano, desde o mês de maio do ano passado, e o atual parlamento estendeu os mandatos duas vezes sem ter convocado eleições.

Em 2013, o governo justificou a segunda extensão do mandato até 2017 alegando potenciais problemas para chamar a eleições nacionais devido aos problemas de segurança gerados pela guerra civil na Síria.

O sistema sectário que rege a política no Líbano, garantindo cotas no poder para cada uma das 18 seitas religiosas do país. O presidente deve ser cristão maronita, o primeiro-ministro deve ser muçulmano sunita e o presidente do Parlamento, muçulmano xiita. Os ministérios também são divididos entre as confissões religiosas. O sistema proporciona uma relativa paz entre as seitas do Líbano, principalmente enquanto há guerras civis na Síria e o Iraque. Ao mesmo tempo aumenta o poder dos caciques das facções.

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A Lebanese activist holds a national flag in a hallway during a surprise sit-in at Lebanon's environment ministry to demand the minister's resignation after mass protests which began over a nationwide trash collection crisis on September 1, 2015 in the capital Beirut. Several dozen activists are occupying  part of the ministry, hours ahead of a deadline set by campaigners for the government to respond to their demands after a massive weekend demonstration.      AFP PHOTO / STR

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Lebanese activists hold placards and wave their national flags during a mass rally against a political class seen as corrupt and incapable of providing basic services on August 29, 2015 at the iconic Martyrs Square in Beirut. Waving Lebanese flags, some marked "We've had enough", men, women and children gathered at the square which sat on a Christian-Muslim dividing line during Lebanon's 1975-1990 civil war. The writing in Arabic reads: "Enough corruption, enough destruction...". AFP PHOTO / STR

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A Lebanese man holds a placard during a mass rally against a political class seen as corrupt and incapable of providing basic services on August 29, 2015 at the iconic Martyrs Square in Beirut. Waving Lebanese flags, some marked "We've had enough", men, women and children gathered at the square which sat on a Christian-Muslim dividing line during Lebanon's 1975-1990 civil war. The writing in Arabic read: "Buzz off". AFP PHOTO / STR

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https://alejandroacosta1917.wordpress.com/2015/09/09/1377/

Crise na SIRIA – Parte 12 O LÍBANO: ENCURRALADO PELA SÍRIA

 

 

S12 6No último período, o governo alawita de al-Assad tem conseguido, com a ajuda direta da milícia libanesa Hizbollah, das milícias xiitas, do Irã e da Rússia manter o controle de Damasco, a capital da Síria, e das regiões localizadas na costa do Mar Mediterrâneo, ao norte do Líbano.

O Hizbollah tem se focado em “limpar” a fronteira e em manter os corredores que suportam o controle do território ocidental da Síria pelos alawitas. A al-Nusra, a al-Qaeda na Síria, foi contida na cidade de Tripoli, localizada ao norte do Líbano. Mas ainda se mantem ativa na cidade de maioria sunita de Arsal, localizada no nordeste do país, após as Montanhas de Qalamoun.

A guerra civil, entre os druzos e os maronitas, que no século XIX vazou do Líbano para a Síria, agora tomou o caminho oposto. Conforme o governo alawita tem conseguido se manter no poder, mas se enfraquecido, a tendência é que a miríade de “rebeldes” apoiados pela Arábia Saudita tentem estender a atuação para o Líbano, da mesma maneira que o Estado Islâmico e a al-Nusra já o estão fazendo.

As conversações entre a Rússia e a Arábia Saudita, realizadas recentemente em Moscou, sobre uma saída negociada na Síria, fracassaram. Os sauditas querem a saída imediata de al-Assad. Os russos buscam uma saída, onde os alawitas mantenham um parte do poder e eles, os russos, mantenham uma proximidade. A cenourinha saudita envolve a promessa de compra de armas russas no contexto da próxima visita do rei saudita a Moscou.

Os russos têm tentado acelerar a saída negociada, com o afastamento de al-Assad. Eles têm promovido conversações com os curdos do YPD (União Democrática Curda da Síria) e com a CNS (Coalisão Nacional Síria). Mas os Sauditas, o Catar, a Turquia e os sionistas israelenses procuram se fortalecer, por meio dos “próprios rebeldes”. Israel tem atacado constantemente os guerrilheiros do Hizbollah que atuam nas Colinas do Golã. Recentemente, num bombardeio aéreo assassinou cinco guerrilheiros e um general da Guarda Revolucionária iraniana. Ao mesmo tempo, tem feito visto grossa aos “rebeldes” que atuam na região sul da Síria, perto da fronteira com o Líbano. Segundo alguns jornais do Oriente Médio, Israel tem tratado de guerrilheiros da al-Nusra (a al-Qaeda na Síria) feridos em combate.

 

O EXÉRCITO LIBANÊS E AS MILÍCIAS

 

O exército libanês se encontra dividido e com baixa “motivação” para combater os guerrilheiros fundamentalistas. Em Trípoli, cidade do norte do país conseguiram conter a al-Nusra, mas tem se paralisado para atuar em Arsal, apesar da pressão do Hizbollah.

Ao longo do país e, principalmente, nas grandes cidades e nas regiões do sul, existem uma grande quantidade de postos de controle, a maioria nas mãos do Exército, mas também controlados pelas milícias. No sul do Líbano, ainda existe a presença das Nações Unidas.

O Líbano é um país onde os cidadãos tem no próprio RG a filiação religiosa (cristã, sunita, xiita, druzo). Há leis específicas para cada uma dessas minorias, assim como quotas no parlamento. O voto é específico para a eleição de candidatos da minoria específica.

Em 2006, o Hizbollah derrotou o Exército israelense. Em 2008, perante o aumento da pressão para ser desarmado, chegou a ocupar Beirut. Os acordos e as disputas com os vários grupos políticos foram primeiramente negociados em Doha, a capital do Catar, no mesmo ano, com o estabelecimento de quotas parlamentares. Em 2009, os Acordos de Taiff, estabeleceram quotas para a formação do governo nacional.

O Líbano é um campo fértil para a atuação dos serviços de inteligência de todas as principais potências. Além do Exército, existem várias milícias, que representam os interesses das minorias que compõem a base do país. Além do Hizbollah, que parece ser mais poderoso que o próprio Exército, existe outra milícia xiita, semi-vinculada ao estado e ligada estreitamente aos sírios, o Amal. Nos campos de refugiados palestinos vários grupos armados disputam o controle. Nos campos de refugiados sírios, já há mais de dois milhões de pessoas, o que é um número muito grande considerando que a população total do Líbano é de quatro milhões de habitantes. Ao mesmo tempo, representam um elo para a penetração da al-Qaeda e do Estado Islâmico.

O Líbano não é a Síria, da mesma maneira que a Síria não é o Líbano. Mas conforme a desestabilização avança, a tendência é que todos os países da região acabem sendo atraídos para o olho do furacão.

 

VEJA TAMBÉM DA SÉRIE:
Crise na SIRIA – Parte 1 – QUEM É O INIMIGO?
Crise na SIRIA – Parte 2  QUAL É O FUTURO DO GOVERNO DE AL-ASSAD?

Crise na SIRIA – Parte 3 UMA SAÍDA NEGOCIADA?

http://alejandroacosta.net/2015/08/25/crise-na-siria-parte-3-uma-saida-negociada/

Crise na SIRIA – Parte 4 OS CURDOS SÍRIOS E O GOVERNO DE AL-ASSAD

http://alejandroacosta.net/2015/08/25/crise-na-siria-parte-4-os-curdos-sirios-e-o-governo-de-al-assad/

Crise na SIRIA – Parte 5 O COLAPSO DOS “GUERRILHEIROS NORTE-AMERICANOS”

http://alejandroacosta.net/2015/08/25/crise-na-siria-parte-5-o-colapso-dos-guerrilheiros-norte-americanos/

Crise na SIRIA – Parte 6 DE PROTESTOS POPULARES A “REBELDES GOVERNISTAS”

http://alejandroacosta.net/2015/08/25/crise-na-siria-parte-6-de-protestos-populares-a-rebeldes-governistas/

Crise na SIRIA – Parte 7 A VERDADEIRA ORIGEM DA CRISE NA SÍRIA

http://alejandroacosta.net/2015/08/25/crise-na-siria-parte-7-a-verdadeira-origem-da-crise-na-siria/

Crise na SÍRIA – Parte 8 QUAL É A POLÍTICA DA RÚSSIA NA SÍRIA?

http://alejandroacosta.net/2015/08/25/crise-na-siria-parte-8-qual-e-a-politica-da-russia-na-siria/

Crise na SÍRIA – Parte 9 QUAL É A POLÍTICA DOS ESTADOS UNIDOS NA SÍRIA?

http://alejandroacosta.net/2015/08/25/crise-na-siria-parte-9-qual-e-a-politica-dos-estados-unidos-na-siria/

Crise na Síria – Parte 10 QUAL É A POLÍTICA DO IRÃ NA SÍRIA E O IRAQUE?

http://alejandroacosta.net/2015/08/25/crise-na-siria-parte-10-qual-e-a-politica-do-ira-na-siria-e-o-iraque/

Crise na Síria – Parte 11 CAMPANHA CONTRA A CORRUPÇÃO NO IRAQUE

http://alejandroacosta.net/2015/08/25/crise-na-siria-parte-11-campanha-contra-a-corrupcao-no-iraque/

Crise na SIRIA – Parte 12 O LÍBANO: ENCURRALADO PELA SÍRIA

http://alejandroacosta.net/2015/08/25/crise-na-siria-parte-12-o-libano-encurralado-pela-siria/

 

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