PARA ONDE VAI A GUERRA CIVIL NA UCRÂNIA?

Continuam as movimentações na tentativa de conter a escalada da guerra civil no leste da Ucrânia. Desde a visita do chefe do Departamento de Estado norte-americano a Sochi, no sul da Rússia, os governos da Franca, da Alemanha, da Rússia e da Ucrânia têm aumentado as movimentações na tentativa de conter a escalada do conflito. No dia 12 de setembro, os ministros das Relações Exteriores se reuniram em Normandia (França). Para o dia 2 de outubro, está agendada uma reunião presidencial em Paris.

Um novo cessar fogo foi implementado no dia 1 de setembro. Os conflitos, que tinham se tornado cada vez mais frequentes, agora, se tornaram cada vez mais raros.

Essa nova política foi impulsionada pela Administração Obama, com o apoio das principais potências europeias. A Ucrânia representa um dos três principais pontos de confrontos militares no mundo com o potencial de escalar para conflitos em larga escala, junto com o Oriente Médio e o Mar da China.

A perda de controle em vários países do Oriente Médio, principalmente na Síria, junto com as eleições presidenciais que acontecerão nos Estados Unidos no próximo ano, levou a “ala centrista” do imperialismo norte-americano, encabeçada pela Administração Obama, a buscar “triunfos” que consigam mantê-la como uma alternativa no cenário político.

DOS ACORDOS DE MINSK À NOVA TRÉGUA

O primeiro Acordo de Minsk, implementado no mês de setembro de 2014, não se manteve em pé nem um mês. Em janeiro e fevereiro deste ano, as forças das repúblicas separatistas de Donetsk e do Donbass acabaram recuperando a região de Debaltsevo, o que lhes permitiu conectar fisicamente as duas repúblicas. Quase cem tanques ucranianos foram capturados trás cruentos combates.

O segundo Acordo de Minsk, de fevereiro deste ano, conseguiu desescalar, em termos relativos os combates, principalmente por causa da retirada da artilharia pesada da linha de frente da guerra. Mas os enfrentamentos, mesmo esporádicos, continuaram no Aeroporto de Donetsk e na região costeira de Mariupol, localizada ao sul do país.

O acordo do dia 1 de setembro deveria ter sido apenas um mecanismo para facilitar o retorno dos estudantes às aulas já que o mês de agosto foi um nos quais os conflitos militares escalaram. Essa trégua acabou se transformando num dos períodos onde a calma relativa mais predominou desde o início dos confrontos.

O governo golpista de Kiev se encontra sobre pressão da extrema direita, mas, ao mesmo tempo, a desestabilização vem, em primeiro lugar, do aprofundamento da crise capitalista no país. O governo Poroshensko enfrenta as tentativas golpistas dos setores da extrema direita, de grupos paramilitares e de partidos que têm força no parlamento como o Svoboda (Liberdade).

A extrema direita tem promovido manifestações nas ruas contra a “ação fraca” do governo contra os separatistas do leste. Recentemente, vários manifestantes morreram nos choques com a polícia. Por esse motivo, as movimentações no sentido do acordo tem sido utilizadas pela extrema direita como concessões a Rússia e aos separatistas.

Alguns grupos, dos mais “cachorro loucos”, foram cooptados no Exército, como o Batalhão Azov. Outros, como e o Pravy Sektor (Setor de Direita), têm entrado em confrontos armados com o Exército. Mas o ponto central relacionado com a extrema direita ucraniana é que existem inúmeros grupos de extrema direita, os mesmos que estiveram na linha de frente do golpe contra o governo do presidente Ianukovich e outros que surgiram posteriormente. Esses grupos são impulsionados por setores dos chamados oligarcas com o objetivo de manter interesses locais, como aconteceu recentemente com a disputa pelo controle da venda ilegal de cigarros com o Pravy Sektor. A extrema direita europeia e a direita que governa a Polônia e a Lituânia também tentam ganhar influência no país.

ELEIÇÕES E DESESCALAÇÃO DO CONFLITO

No dia 25 de outubro, acontecerão eleições nacionais em Ucrânia. Mas as repúblicas de Donetsk e Lugansk também agendaram eleições, para os dias 18 de outubro e 1 de novembro. Este fato desestabiliza o regime golpista de Kiev que tenta se legitimar e perpetuar. O governo Putin busca que sejam convocadas eleições gerais envolvendo as repúblicas separatistas e que as próximas eleições sejam reconhecidas por Kiev. O objetivo é que Donetsk e Lugansk tenham um status parecido com o que anteriormente tinha a República Autônoma da Crimeia, inclusive com o direito ao veto do ingresso na União Europeia e principalmente do direito ao veto do ingresso na OTAN (Organização do Atlântico Norte).

O governo russo tem aumentado a pressão para desescalar o conflito. Um dos fatos que o demostra claramente é a demissão de Andrei Purgin como porta-voz dos deputados da República Popular de Donetsk. Purgin tem sido um dos principais representantes da política da anexação de Donestk à Federação Russa. Anteriormente, os líderes da ala dos milicianos que não queriam se enquadrar no novo exército popular, no fundamental controlado pelos russos, foram isolados ou assassinados, como foi o caso do conhecido comandante Mozgoboy.

O aumento das sanções imperialistas contra a Rússia aconteceu em agosto, antes do novo acordo. O levantamento das sanções daria um importante fôlego à economia russa. Mas há linhas vermelhas que o governo Putin não pode permitir que sejam ultrapassadas. A principal delas é o aperto do cerco do imperialismo contra o país. Principalmente, a presença de tropas permanentes ou mísseis da OTAN nos países fronteiriços.

Perante o aprofundamento da crise capitalista na Rússia, o governo Putin busca desesperadamente o acesso aos mercados creditícios. A aliança com a China tem fechado uma série de acordos. Mas se tratam de acordos a largo prazo, muito dos quais não têm saído ainda do papel ou que têm acontecido em ritmo mais lento que as previsões da Rússia.

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Supporters of the Ukrainian nationalist movement rally in downtown Lviv on April 28, 2012 to mark the 68th anniversary of the formation of the Ukrainian Galacian Division of the Waffen SS. AFP PHOTO / YURIY DYACHYSHYN

Supporters of the Ukrainian nationalist movement rally in downtown Lviv on April 28, 2012 to mark the 68th anniversary of the formation of the Ukrainian Galacian Division of the Waffen SS. AFP PHOTO / YURIY DYACHYSHYN

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Entrevista com o voluntário brasileiro em NovoRússia, Rafael Santos, na cidade de Donetsk

Ucrânia

Democracia a la “ucraniana” ou a la “norte-americana”?
Carta de um senador norte-americano sobre as mudanças no ministério que o primeiro ministro UCRANIANO deve fazer.
O Senador Durbin é o número 2 do Partido Democrata no Senado.
Essa seria a exceção ou a regra no mundo??!!

Ucrânia

Ucrânia

Ucrânia, uma nova Grécia? -ou- Grécia uma nova Ucrânia?

O FMI (Fundo Monetário Internacional) “emprestou” ao governo da Ucrânia US$ 1,7 bilhões nesta semana, como parte do empréstimo de US$ 17,5 bilhões aprovado em março. Dessa maneira, o país continuará na “comunidade internacional”, ou seja, no esquema de repasse espúrio de recursos para os bancos. A dívida deverá ser restruturada, apesar das contradições com um dos principais credores, a Rússia, com quem a Ucrânia detém uma enorme dívida relacionada com os suprimentos de gás. US$ 3 bilhões de títulos da dívida, detidos pelo governo da Rússia, vencem em dezembro que, dificilmente, conseguirá ser coberto com os recursos do FMI.

As políticas do governo golpista de Kiev tem sido objeto de elogios por parte dos órgãos imperialistas como o FMI e o Banco Mundial. A restruturação da dívida pública foi orquestrada pela ministra de Finança, uma norte-americana que se mudou para a Ucrânia e obteve a cidadania uns dias depois do golpe, contra o governo eleito de Viktor Ianukóvich. Somente os fundos especulativos do FTI (Franklin Templeton Investments), TCW, BTG Pactual Europe e T. Rowe Price somam mais de US$ 9 bilhões.

A dívida pública ucraniana quase duplicou, em relação ao PIB, entre 2013 e 2014. A inflação e o desemprego dispararam. Os preços da energia não param de subir, conforme a Rússia tem cortado os suprimentos e a Gazprom estabeleceu um limite para o ano de 2018 deixar de bombear gás para a Europa por meio da Ucrânia.

A suposta má administração da Grécia e até da Ucrânia passa pela disparada do parasitismo financeiro dos monopólios. Dos malabarismo financeiros realizados pelo banco norte-americano Goldman Sachs na Grécia ao participação aberta no golpe de estado na Ucrânia, como foi reconhecido explicitamente, há pouco tempo, pelo mega especulador George Soros. http://www.pressnewsweb.it/2014/07/soros-alla-cnn-finanziato-io-il-colpo.html

A DIFÍCIL DESESCALAÇÃO DOS CONFLITOS NO LESTE DA UCRÂNIA

A Administração Obama tenta desescalar o conflito na Ucrânia com o objetivo de fortalecer a frente única que permita conter a desestabilização do Oriente Médio.

Os russos têm buscado evitar confrontos abertos entre os milicianos do Donbass e o exército golpista. O governo de Poroshensko tem enfrentado a bala as milícias neonazistas do Setor de Direitas (Pravy Sektor) e tem conseguido enquadrar o Batalhão Azov.

Os conflitos esporádicos nunca pararam, apesar da artilharia pesada ter sido retirada para 50 quilômetros do front. A OTAN colocou em pé as chamadas Forças de Unidades de Integração em vários países da Europa Oriental sob a pressão da direita que governa a Polônia e a Lituânia. O governo russo busca repetir a estratégia aplicada na Transnítria e na Geórgia. Pequenas regiões, mas fortemente armadas, localizadas na fronteira com a Rússia, impedem que esses países entrem na OTAN e criam entraves para a atuação da União Europeia.

O objetivo do governo russo na Ucrânia é a convocação a eleições gerais que levem a instauração de uma nova republicana com ampla autonomia, e direito de veto, para o Donbass. Algo similar ao status anterior da Crimeia.

O conflito no Donbass, junto com a perda da Crimeia, fazem parte do sangramento econômico da Ucrânia. Mas, outro componente fundamental tem sido a entrega das principais riquezas do país, principalmente na agricultura aos monopólios que estão aplicando uma política altamente depredadora.

Os acordos de Minsk 2, assinados em fevereiro não têm saído do papel. O governo central tenta impor o desarmamento do Donbass e limitar a autonomia. Para a Rússia isso representa o avanço em direção à linha vermelha que conduz à incorporação da Ucrânia à OTAN, colocando em risco a própria existência da Federação Russa.

As sanções que os Estados Unidos aumentaram contra a Rússia, e que a Europa estendeu até o final do ano, representam outro ponto de conflito. As relações com a Europa tendem a ser estabilizadas por meio do acordo entre a União Europeia e a União Euroasiática, que permitiria ultrapassar a pressão da direita europeia e, ao mesmo tempo, avançar na direção do Novo Caminho da Seda chinês.

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POLÔNIA: A CHAVE do “MILAGRE” ALEMÃO (Parte 1, de 10)

UCRÂNIA: O jogo do ESCONDE, ESCONDE …
Quem está por trás da nova escalada militar?
Alemanha/ França, os Estados Unidos? Não. A Polônia

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Recentemente, aconteceu uma nova escalada dos confrontos militares no Donbass (as autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk). Concretamente, vários povoados localizados na região ocidental da cidade de Donetsk, perto do aeroporto, foram bombardeados pela artilharia ucraniana e 9.000 soldados foram colocados em regime de prontidão. Os soldados de Donetsk responder e lançaram uma contra-ofensiva. Foram reportados dezenas de mortos e feridos.
Ao mesmo tempo, o próprio presidente ucraniano, Petro Poroshensko, nomeu o ex presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, como governador da província (oblast) de Odessa, que faz fronteira com a Transnítria, a região separatista da Moldávia.
Por que o conflito militar foi retomado? Isso significa o fim dos acordos de Minsk 2, assinados em fevereiro?
Por que a Alemanha e a França estariam abandonando o relaxamento das tensões e buscando a guerra contra a Rússia?
Por que a Administração Obama também estaria buscando a guerra contra a Rússia, após de ter enviado, recentemente, o próprio John Kerry (chefe do Departamento de Estado, a Sochi?
Por que a Ucrânia busca sufocar a Transnítria?
A chave das respostas a estas perguntas estão na Polônia.

A POLÍTICA da POLÔNIA para a UCRÂNIA CONTRARIA os INTERESSES da ALEMANHA

A política que tem sido seguida pelos últimos governos da Polônia, tem posicionado o país como o mais direitista dos integrantes europeus da OTAN.
O partido que controla o governo polonês, o direitista Plataforma Cívica, tem mantido firme o apoio aos golpistas de Kiev, buscando pressionar pelo ingresso da Ucrânia na União Europeia e o envolvimento militar da OTAN direto no conflito. O novo presidente da república, que acabou de vencer as recentes eleições, Andrzej Duda, pelo Partido Lei e Justiça (extrema direita) levantou a necessidade de estabelecer bases militares da OTAN permanentes na Polônia. Os quatro partidos que compõem o parlamento polonês, todos de direita, concordam com a proposta.
Essa política não é apoiada pela Alemanha e pela França, as potências dominantes da União Europeia, que buscam a distensão com a Rússia, com o objetivo de aliviar a pressão do aprofundamento da crise capitalista. A chanceler alemã, Angela Merkel, declarou publicamente que a ausência da Rússia no recente encontro dos G7, que aconteceu em Belmau, Alemanha, representou “uma perda”. A mesma política começou a ser seguida pela Administração Obama, que busca distender a tensões com a Rússia na Ucrânia, com o objetivo de fortalecer a frente única para estabilizar o Oriente Médio, de cara às eleições presidenciais que acontecerão no ano próximo.
Durante a recente visita do chefe do Departamento de Estado norte-americano, John Kerry, a Sochi, no sul da Rússia, Poroshensko chegou a declarar “”Não tenho dúvida. Iremos libertar o aeroporto [de Donetsk] porque é nosso território. E vamos reconstruir o aeroporto”. A resposta de Kerry foi que Poroshenko deveria honrar o cessar-fogo, estipulado nos acordos de Minsk 2.
A situação do governo Poroshensko é extremamente frágil. A crise avança a todo vapor. A previsão para a economia, neste ano, é de contração em 15%. A inflação cresce sem parar. Os preços das tarifas públicas dispararam. Há poucos dias, o gás aumentou em 40%, a água em 55%, e a electricidade em 67%. O descontentamento tende a se generalizar e se fortalecem os setores que buscam dar um golpe de estado, dentro do atual golpe de estado, pela direita, aumentando ainda mais o poder da extrema direita.

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Parte 1- POLÔNIA: A CHAVE do “MILAGRE” ALEMÃO

UCRÂNIA: O jogo do ESCONDE, ESCONDE …

Quem está por trás da nova escalada militar?

Alemanha/ França, os Estados Unidos? Não. A Polônia

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Parte 2- O QUE BUSCA a EXTREMA DIREITA na UCRÂNIA?

https://www.facebook.com/alejandro.acosta.7547031/posts/859488940784205

Parte 3 – POR QUE a POLÔNIA BUSCA DOMINAR a UCRÂNIA?

https://www.facebook.com/alejandro.acosta.7547031/posts/860099677389798

Parte 4 – TRANSNÍTRIA? NÃO. O OBJETIVO é CONTROLAR a MOLDÁVIA

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Parte 5- EXTREMA DIREITA NO PODER?

https://www.facebook.com/alejandro.acosta.7547031/posts/861038037295962

Parte 6- O MOTOR da LOCOMOTIVA da EUROPA pode ENGRIPAR?

https://www.facebook.com/alejandro.acosta.7547031/posts/861584420574657

Parte 7 – A NOVA ÍNDIA EUROPEIA? OU PARAÍSO das TERCEIRIZAÇÕES

https://www.facebook.com/alejandro.acosta.7547031/posts/862279067171859

Parte 8 – A BONANÇA ou a CRISE DEPENDEM DA ALEMANHA

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Parte 9- DIREITOS SOCIAIS de “PRIMEIRO MUNDO”?

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Parte 10 – “ESCAPE” da CRISE: A LIVRE MIGRAÇÃO à UNIÃO EUROPEIA

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Parte 11- As GREVES de 1980: REMIX!

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POLÔNIA: A CHAVE do “MILAGRE” ALEMÃO – Parte 2, de 10

UCRÂNIA: O jogo do ESCONDE, ESCONDE …
O QUE BUSCA a EXTREMA DIREITA na UCRÂNIA?

4A Polônia, apesar da forte dependência econômica da Alemanha, tem a possibilidade de bloquear a tentativa alemã de avançar em direção à federalização da União Europeia, ou seja, ao aumento dos controles no contexto do aprofundamento da crise capitalista.
A eleição de Andrzej Duda pode representar o aumento das contradições com a Alemanha. Um distanciamento das relações desenvolvidas pelo ex primeiro ministro Donald Tusk e, ao mesmo tempo, uma aproximação com os Estados Unidos, em primeiro lugar, com o Partido Republicano, que já domina as duas Câmaras do Congresso e que, provavelmente, vencerá as próximas eleições presidenciais, que serão realizadas em 2016.
Mas a extrema direita não controla o governo. Para isso, precisará vencer as eleições parlamentares programadas para o final deste ano. Será o confronto de duas políticas, que têm por trás setores diferenciados do imperialismo. Por um lado, a política predominante da União Europeia e da Administração Obama busca o acordo com a Rússia, a distensão e o “favorecimento dos negócios”. Por outro lado, a extrema direita busca uma saída militar para o conflito. E não somente para o conflito na Ucrânia, mas para a crise no geral. Essa política representa o aumento do escoamento da produção de armas e o sufocamento pela força das tendências à insurreição das massas, que estão sendo atingidas, cada vez mais pelo aprofundamento da crise. Qual política irá se impor é uma das questões. Mas a questão mais importante é até que ponto a política vencedora conseguirá estabilizar a crise.
Para o próximo ano, está previsto um colapso econômico de larguíssimas proporções. Muito maior que o de 2008. Segundo o economista norte-americano, Nouriel Roubini, que, em 2006, tinha previsto, em detalhes, a crise de 2008, neste ano predominará a aparência de uma certa abundância, por causa do aumento do crédito, impulsionado pelos enormes volumes de capital fictício repassados pelos bancos centrais aos monopólios. Em 2016, a mãe de todas as bolhas deverá implodir a economia mundial. Sobre esta base, e com a crise tendo atingido o coração do capitalismo mundial, o descontentamento social e uma nova onda de ascensão da classe operária são inevitáveis.
A Ucrânia se encontra na linha de frente da crise política mundial, da mesma maneira que acontece com a Grécia e o Oriente Médio. Mas a Ucrânia se encontra localizada nas barbas do coração do capitalismo europeu. O potencial de contágio é gigantesco.

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Parte 1- POLÔNIA: A CHAVE do “MILAGRE” ALEMÃO

UCRÂNIA: O jogo do ESCONDE, ESCONDE …

Quem está por trás da nova escalada militar?

Alemanha/ França, os Estados Unidos? Não. A Polônia

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Parte 4 – TRANSNÍTRIA? NÃO. O OBJETIVO é CONTROLAR a MOLDÁVIA

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Parte 5- EXTREMA DIREITA NO PODER?

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Parte 6- O MOTOR da LOCOMOTIVA da EUROPA pode ENGRIPAR?

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Parte 7 – A NOVA ÍNDIA EUROPEIA? OU PARAÍSO das TERCEIRIZAÇÕES

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Parte 8 – A BONANÇA ou a CRISE DEPENDEM DA ALEMANHA

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Parte 9- DIREITOS SOCIAIS de “PRIMEIRO MUNDO”?

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Parte 10 – “ESCAPE” da CRISE: A LIVRE MIGRAÇÃO à UNIÃO EUROPEIA

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Parte 11- As GREVES de 1980: REMIX!

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POLÔNIA: A CHAVE do “MILAGRE” ALEMÃO – Parte 3

UCRÂNIA: O jogo do ESCONDE, ESCONDE …
POR QUE a POLÔNIA BUSCA DOMINAR a UCRÂNIA?

0A Polônia mantem pretensões territoriais sobre a Ucrânia, que datam da época em que a Comunidade (Commonwealth) Polônia-Lituânia, que durou dois séculos, foi implodida pela Rússia, a Áustria e a Prússia no final do século XVIII. Dessa comunidade faziam parte os atuais países Bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia), a Bielorrússia, a Ucrânia, a Polônia e parte da Rússia.
A Polônia somente voltou a existir após o Tratado de Versalhes, por meio do qual, em 1918, as potências imperialistas vencedoras definiram o novo mapa da Europa, após o término da Primeira Guerra Mundial.
A burguesia polonesa busca recompor a Commonwealth, a “grande Polônia”. Apesar de se tratar da principal potência regional da Europa Oriental não tem força econômica nem militar para enfrentar os dois grandes vizinhos, a Alemanha e a Rússia, entre os quais se encontra exprimida. Por esse motivo, fica “dançando” entre esses dois países e os Estados Unidos. Em 1999, a Polônia ingressou na OTAN e, em 2004, na União Europeia.
O chamado programa da Iniciativa da Parceira Oriental foi iniciado pela Polônia em 2009, com o objetivo de ampliar a influência da União Europeia sobre os antigos países da periferia da União Soviética, tais como a Ucrânia, Moldávia, Bielorrússia, Geórgia, Armênia e o Azerbaijão. A Parceria começou a ganhar corpo com o acordo entre a Ucrânia e a União Europeia, que deveria ter sido assinado pelo então presidente ucraniano Viktor Ianokúvich no mês de novembro de 2013 e que esteve na base do golpe de estado impulsionado por meio das organizações nazifascistas.

POLÔNIA: MAIS “OTANISTA” que a OTAN

O governo polonês busca forçar a integração da Ucrânia ao ocidente, como um colchão (buffer) próprio contra a Rússia e na perspectiva da “grande Polônia. O risco militar russo é grande, já que compartilha uma ampla fronteira com a Bielorrússia (aliado de primeira ordem da Rússia) e o enclave russo de Kaliningrado, localizado no Mar Báltico, onde os russos têm alocado armas nucleares. Mas o ponto central é que a política da Rússia é defensiva, já que a fraqueza econômica e a dependência dos acordos com o imperialismo lhe impede avançar para o confronto. Pelo menos, essa é a situação política atual, que pode vir a evoluir no próximo período, impulsionada pelo aprofundamento da crise.
A Polônia tenta impor uma política mais agressiva contra a Rússia, se valendo da Ucrânia e da România, que, ao mesmo tempo, são considerados como possíveis compradores de armas polonesas. Com o mesmo objetivo, tem sido impulsionada uma brigada de mobilização rápida com a Ucrânia e a Lituânia, com 4.500 soldados, e tem aumentado as pressões sobre a Moldávia.
A Polônia pressiona a OTAN pela alocação de 10 mil soldados, de maneira permanente, no seu território, usando a “ameaça russa” como justificativa.
A OTAN tem resistido a essa pressão por causa do temor de escalar os conflitos na região. No entanto, a OTAN tem aumentado o número e a frequência das tropas envolvidas em exercícios militares, tanto na Polônia, como nos Países Bálticos, na România e na Bulgária.
A indústria alemã depende visceralmente da mão obra barata da Polônia, assim como do mercado europeu, que domina. A Alemanha tenta segurar a política direitista da Polônia e da Lituânia, os dois “cachorros loucos” da União Europeia, enquanto busca uma aproximação com a Rússia, na tentativa de evitar as fortes perdas econômicas provocadas pelas sanções. A Alemanha enxerga na política do Novo Caminho da Seda, impulsionada pelos chineses, da qual os russos representam o pivô na Europa, como um dos principais mecanismos para diversificar o mercado no contexto do aprofundamento da crise capitalista mundial.

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Parte 1- POLÔNIA: A CHAVE do “MILAGRE” ALEMÃO

UCRÂNIA: O jogo do ESCONDE, ESCONDE …

Quem está por trás da nova escalada militar?

Alemanha/ França, os Estados Unidos? Não. A Polônia

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Parte 2- O QUE BUSCA a EXTREMA DIREITA na UCRÂNIA?

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Parte 3 – POR QUE a POLÔNIA BUSCA DOMINAR a UCRÂNIA?

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Parte 4 – TRANSNÍTRIA? NÃO. O OBJETIVO é CONTROLAR a MOLDÁVIA

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Parte 5- EXTREMA DIREITA NO PODER?

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Parte 6- O MOTOR da LOCOMOTIVA da EUROPA pode ENGRIPAR?

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Parte 7 – A NOVA ÍNDIA EUROPEIA? OU PARAÍSO das TERCEIRIZAÇÕES

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Parte 8 – A BONANÇA ou a CRISE DEPENDEM DA ALEMANHA

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Parte 9- DIREITOS SOCIAIS de “PRIMEIRO MUNDO”?

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Parte 10 – “ESCAPE” da CRISE: A LIVRE MIGRAÇÃO à UNIÃO EUROPEIA

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Parte 11- As GREVES de 1980: REMIX!

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