DAVOS TENTA SALVAR O CAPITALISMO – PARTE 3

ITALIA – UM “PESO PESADO” EUROPEU DOENTE

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Recentemente, o governo da Itália, do primeiro ministro Matteo Renzi, e a Comissão Europeia anunciaram um acordo para “resgatar” os bancos italianos, após um ano de negociações. Esse acordo se tornou necessário após a queda dramática do valor acionário desses bancos por causa do aumento da inadimplência. Foi a volta à crise que tinha se aberto no final de 2011 e no começo de 2012 com a disparada dos juros dos títulos da dívida pública italiana. O Banco Central Europeu conseguiu controlar a situação, naquele período, por meio de enormes quantidades de recursos públicos repassados para os monopólios por meio de programas de QE (quantitative easing, ou alívio quantitativo). Em dezembro de 2012 e em fevereiro de 2013, foram nada menos que um trilhão de euros. As taxas de juros caíram de mais de 6% para os atuais pouco mais de 1%.

A principal questão que chama a atenção do acordo é que ele aconteceu logo após a entrada em vigor das novas regras da União Europeia, no início deste ano, com o objetivo de restringir os resgates das grandes empresas falidas.

A Itália representa a terceira maior economia da Zona do Euro, logo atrás da Alemanha e da França, com um tamanho 50% maior que o da Espanha. A dívida pública italiana é de 132% o PIB, ou 2,3 trilhões de euros. Desde os anos de 1990, o percentual tem se mantido acima dos 100%.

Os juros baixos, assim como os baixos preços do petróleo deram um certo fôlego ao governo de Renzi que subiu ao poder por meio de um acordo partidário. A realização de eleições gerais, previstas para acontecerem no mês de maio de 2018, são necessárias para fortalecer o regime político e impor novos ataques contra as massas. Impulsionado pela ascensão da direita fascista na Europa, a ala socialdemocrata da burguesia tem aumentado o discurso contra a União Europeia, mas, na realidade, a Itália representa, no plano nacional, contradições similares com as existentes na Europa.

 

COMO OS BANCOS ITALIANOS SERÃO SALVOS?

 

A burguesia imperialista impôs a conhecida política do Muito Grande Para Falir.

Como resultado do acordo, será criado um novo sistema pelo qual os bancos italianos serão ajudados pelo governo a colocar os títulos podres no mercado em parcelas, com o objetivo de minimizar a perda dos lucros. O governo poderá usar 44 bilhões de euros para garantir os títulos menos podres, que deverão ser vendidos a preços de mercado.

Ao mesmo tempo, será criado um banco de títulos podres que, a partir da garantia pelo governo dos títulos melhores, deveria favorecer às vendas dos mais podres por melhores preços. Ainda não está claro como o governo italiano manobrará para ajudar às empresas a colocarem no mercado os títulos podres. Mas a nova regulação da União Europeia, inevitavelmente, ficará debilitada, o que se transformará em mais um fator de desagregação do bloco.

Em julho de 2015, o Parlamento italiano aprovou uma medida da União Europeia sobre que, no caso de bancarrotas, em primeiro lugar, os detentores de ações e títulos, por valores superiores aos 100 milhões de euros, deverão arcar com os prejuízos. Em segundo lugar, seria criado um fundo de resgate a partir dos demais bancos privados. Estas regras aumentam o perigo de que ocorram retiradas em massa do dinheiro dos bancos. Isso, já aconteceu, neste ano, e os recursos foram direcionados aos bancos alemães. E o buraco, ainda, fica mais em baixo.

No mês de novembro do ano passado, o resgate de quatro bancos menores revelou que o mercado italiano tinha ficado muito contaminado pelos títulos podres vendidos por eles. A bancarrota levou os detentores desses títulos a tentar vende-los, o que provocou o sufocamento dos preços. Dentro do marco do acordo com a Comissão Europeia, o governo tenta manobrar com o objetivo de compensar as perdas com esses títulos, que somam algo em torno aos 71 bilhões de euros. Mas o verdadeiro buraco aparecerá no caso da quebra de um banco de grande porte, como o semi falido Banca Monte de Pasci.

 

Veja também

Parte 1 – UM NOVO COLAPSO ECONÔMICO PODE SER EVITADO?

http://alejandroacosta.net/2016/01/30/davos-tenta-salvar-o-capitalismo-parte-1/

Parte 2 – A CHINA PODE LEVAR O MUNDO A UM NOVO COLAPSO?

http://alejandroacosta.net/2016/01/30/davos-tenta-salvar-o-capitalismo-parte-2/

 

 

Europa – CRISE E FIM DO BIPARTIDARISMO

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As recentes eleições na Espanha mostraram o fim do bipartidarismo que tinha sido colocado em pé no final da ditadura franquista. A direita agrupada no PP (Partido Popular) e os socialdemocratas do PSOE não somente não conseguiram a maioria incontestável das eleições anteriores, mas também não conseguiram sustentar uma aliança aberta entre ambos partidos por causa da pressão da base eleitoral.

A aplicação dos chamados planos de austeridade, com ataques recorrentes contra as condições de vida dos trabalhadores tem colocado em xeque a estabilidade política e social. A aparição de novos partidos no primeiro time da política oficial revelou que, conforme a crise avança, a burguesia se divide. Na Espanha, há agora o Podemos, que representa uma socialdemocracia reciclada, e o Ciudadanos, este uma direita reciclada.

A situação da Espanha é muito similar nos demais países dos chamados PIIGS (um acrônimo em inglês para a palavra “pigs”, ou porcos), que referencia a Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, os países da Zona do Euro onde a crise avançou mais aceleradamente.

Em Portugal, a aliança de direita liderada pelo primeiro ministro Passos Coelho, foi substituída por um governo da esquerda burguesa, liderada pelo PSP (Partido Socialista), da qual também fazem parte a BC (Bloco de Esquerda) e o PCP (Partido Comunista). Trata-se um governo muito fraco, como o demonstrou a recente aprovação da entrega do banco público Baniff ao Santander, onde o PSP foi socorrido pela direita para viabiliza-la.

Na Grécia, os partidos políticos tradicionais da Nova Democracia (direita) e do Pasok (socialdemocratas) foram substituídos pelo Syriza, uma espécie de Psol grego, que para manter-se no poder precisou dar uma forte virada à direita.

Na Itália, a crise do regime político tem sido recorrente desde o colapso da democracia cristã nos anos de 1990. Agora, o governo está encabeçado pela ala direita do PD (Partido Democrático), que é composto principalmente por antigos membros do PCI (o partido eurocomunista italiano), após muitas dificuldades para forma-lo.

 

O QUE REVELA O FIM DO BIPARTIDARISMO?

 

O bipartidarismo faz parte da política clássica da burguesia para controlar o regime político. Tradicionalmente, a direita tem aplicado políticas mais duras contra a população, que têm sido aliviadas por governos intermediários da “ala esquerda” do regime. Essa alternância no governo tem sido a política tradicional em todos os principais países. Agora, esse mecanismo se encontra no fim, inclusive nas potências de primeira ordem.

Na França, desponta a extrema direita agrupada na Frente Nacional. Na Inglaterra, setores do Partido Conservador têm migrado, e continuam migrando, para a extrema direita agrupada no UKIP, enquanto o Partido Trabalhista passou a ser liderado pela ala esquerda encabeçada por Jeremy Corbyn. Na Alemanha, a Grande Coalisão, encabeçada por Angela Merkel, enfrenta forte crise, da mesma maneira que acontece no Japão com o governo de direita de Shinzo Abe, que substituiu os “democratas nipônicos”.

Os grandes capitalistas enfrentam maiores dificuldades para controlar governos formados a partir de vários partidos políticos. Esses governos ficam muito mais vulneráveis para enfrentar o descontentamento social e garantir os lucros dos capitalistas. Os novos partidos não são fortes nem suficientemente testados para garantir a estabilidade do regime político. Por esse motivo, a tendência é a evoluírem para governos de crise.

Conforme as burguesias locais têm perdido dinheiro, também têm aumentado as tendências separatistas em todo o mundo, mas, no último período, tem se transformado num fenômeno cada vez mais presente na Europa. O nacionalismo burguês nos países atrasados continua avançando por causa do enfraquecimento do imperialismo. Na América Latina, a onda nacionalista que chegou ao poder com o colapso dos regimes neoliberais está enfrentando a própria crise devido ao aprofundamento da crise capitalista, impulsionada pelo aumento da pressão do imperialismo norte-americano e a forte queda das matérias primas no mercado mundial. Mas, inevitavelmente, uma nova onda de setores nacionalistas, à esquerda dos atuais, deverá surgir no próximo período, pois a disparada da espoliação pelo imperialismo não somente aumentou, mas deverá continuar aumentado devido à tentativa dos monopólios garantirem os lucros.

 

COP21 (Paris) – ECOLOGIA A SERVIÇO DOS LUCROS

 

A principal medida será o “repasse” de US$ 100 bilhões para os países atrasados que, obviamente, os aplicarão nos créditos carbono.

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Com muito alarde foi fechada a COP21, que aconteceu em Paris entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro deste ano, com a participação dos representantes de 195 países. Os sucessores do falido Acordo de Kyoto se apresentaram como os salvadores do mundo com propostas que supostamente contribuiriam para a preservação do meio ambiente.

As medidas começarão a ser aplicadas em 2020 e serão revisadas a cada cinco anos. O objetivo seria limitar o aumento da temperatura global em 2o C e tentar fazer um esforço para limita-lo em 1,5o C. O principal instrumento para conseguir essa redução será o aporte de US$ 100 bilhões anuais para os países em desenvolvimento. É justamente nesse “instrumento” que radica o cinismo do “ecologismo burguês”.

O dinheiro que teria como destino os países atrasados para combater o aquecimento global de fato deverá ser aplicado na especulação financeira com os crédito carbono. Os países mais desenvolvidos pouco farão, além de muita propaganda, pois, devido à queda acelerada das taxas de lucro, tudo o que implicar aumento dos custos deverá ser descartado, seja por mecanismos legais ou ilegais. O recente escândalo da Volkswagen, relacionado com a manipulação dos índices das emissões dos automóveis, com certeza, não é uma exceção à regra, mas a própria regra. As denuncias partiram dos Estados Unidos, e foram elaboradas com a espionagem industrial promovida pela NSA (agência nacional de segurança) com o objetivo de criar dificuldades na aproximação da Europa do Novo Caminho da Seda chinês, do qual a Rússia é o pivô em relação à Europa.

Os desastres ambientais como o que a BP (British Petroleum) provocou no Golfo do México, a exploração do gás e do petróleo a partir do xisto, a inundação do mundo com transgênicos e agrotóxicos, e o uso de petróleo e carvão como fontes energia representam apenas algumas das amostras da farsa do ecologismo burguês. O capitalismo tem como objetivo os lucros a qualquer custo. O próprio ex vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, que pousava de grande ecologista, obteve enormes lucros com a especulação com os créditos carbono, da qual foi um dos principais impulsionadores.

 

AS MEDIDAS APROVADAS NA COP21

 

O acordo da COP21 não foi aprovado com caráter vinculante por conta das pressões dos Estados Unidos. Se tratam apenas de recomendações que não implicarão em nenhuma punição caso as metas não sejam atingidas.

Para limitar o aumento da temperatura em 2 ou 1,5 graus centigrados, o acordo considerou a aprovação de um “pico das emissões de gases de efeito estufa o antes possível” e a “neutralidade das emissões desses gases durante a segunda metade do século XXI. Esses acordos serão revisados em 2020, mas a primeira revisão obrigatória acontecerá em 2025.

Os países desenvolvidos e os mais industrializados deverão “se esforçar” para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no curto prazo. Os países mais atrasados terão mais tempo para reduzi-los.

Os países desenvolvidos tinham prometido, em 2009, a entrega de US$ 100 bilhões para os países atrasados com o objetivo de fortalecer as energias renováveis e outras medidas de adaptação ao aquecimento, tais como diques, alertas meteorológicas e sementes resistentes à seca. Essa contribuição é “voluntária” e “complementária”.

O desastre ambiental é um dos componentes das próprias leis do capitalismo. Devido ao aprofundamento da crise capitalista, as grandes empresas estão “matando cachorro a grito” para garantir os lucros. E conforme a crise continuar se aprofundando, que é justamente o que está colocado para o próximo período, mais as “loucuras capitalistas” estarão colocadas à ordem do dia.

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França – O GRANDE PERDEDOR FOI O REGIME POLÍTICO

ELEIÇÕES REGIONAIS NA FRANÇA

 

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No domingo 13 de dezembro, aconteceu o Segundo turno das eleições regionais na França.

A Frente Nacional, que tinha chegado à frente em seis das 13 regiões em disputa, acabou derrotada nas 13 regiões. Em princípio, essas derrotas poderiam ser interpretadas como um recuo da extrema direita. Mas está longe de ter sido isso. O número de votos obtido pela Frente Nacional passou de seis milhões, no primeiro turno, para 6,6 milhões no segundo turno, um aumento de seiscentos mil votos.

O bipartidarismo está com os dias contados, o que reflete o enfraquecimento do regime político e o aumento das dificuldades da burguesia para controlar o estado.

O grande vencedor foi o Partido Republicano, liderado pelo ex presidente Nicolás Sarkozy, com a vitória em sete regiões, inclusive nas duas onde tinham triunfado por longa distância, no primeiro turno, Marine Le Penn, a líder da Frente Nacional, e a sobrinha de Marine. Mas ao mesmo tempo, o Partido Republicano foi o grande derrotado, pois preciso da ajuda direta do PSF (Partido Socialista Francês). A política impulsionada por Sarkozy tinha como objetivo acelerar a adoção de políticas mais direitistas com o objetivo de crescer eleitoralmente às custas da Frente Nacional. Desta maneira, o triunfo de Sarkozy foi uma espécie de vitória de Pirro.

O Partido Socialista Francês venceu em cinco das regiões, o que representou uma grande queda em relação às 12 regiões que governava no período anterior. Em Córsega, a esquerda foi derrotada por um partido regional separatista.

As próximas eleições que acontecerão na França serão as eleições presidenciais, no ano próximo. A Frente Nacional tende a continuar concentrando a extrema direita por meio de políticas abertamente fascistoide e com o crescente apoio financeiro dos monopólios. A fortalecimento da extrema direita representa a política desesperada da burguesia imperialista por causa do acelerado aprofundamento da crise capitalista.

O movimento operário francês ainda não acordou do longo sono neoliberal. Mas as tradições de luta são de longa data e as organizações da classe operária são poderosas e de caráter nacional.

A esquerda francesa, assim como acontece com a esquerda mundial, ou bem se encontra integrada ao regime burguês ou está desligada do movimento de massas e envolvida em enorme confusão. As massas trabalhadoras deverão entrar em movimento no próximo período impulsionadas pela crise capitalista. Na Europa, a crise avança a passos largos sobre o coração do capitalismo europeu, a Alemanha, que também conta com uma classe operária poderosíssima. Esta será a base para o surgimento de uma nova esquerda revolucionária na Europa e no mundo.

 

 

 

FRANÇA – O GRANDE VENCEDOR, A EXTREMA DIREITA

FRANÇA – ELEIÇÕES REGIONAIS

FRANÇA

 

No domingo 6 de dezembro, o centro das atenções da política mundial esteve dividido entre a Venezuela e a França. Enquanto, o chavismo era colocado contra as cordas pela direita truculenta nas eleições legislativas, na França, a extrema direita, agrupada na Frente Nacional, foi a grande vencedora no primeiro turno das eleições regionais. As eleições aconteceram sob o estado de exceção que foi impostos após os recentes atentados terroristas de Paris.

De acordo com os resultados ainda parciais do Ministério do Interior, a FN (Frente Nacional) obteve quase 30% dos votos nas 13 regiões eleitorais em disputa, chegando na frente em seis delas. O crescimento foi gigantesco, na comparação com o primeiro turno das eleições regionais de 2010, quando tinha obtido 11,42%. A FN passou ao segundo turno em oito regiões e ficou em primeiro lugar em seis delas.

O Partido Republicano, liderado pelo ex presidente Nicolás Sarkozy, aliado ao MoDem e a UDI, obteve em torno de 2% de votos que a FN, um leve crescimento em relação à votação obtida em 2010. Chegou na frente em quatro regiões e passou ao segundo turno em 10 das 13 regiões. Das 22 regiões existentes hoje, somente governa uma, Alsácia. Mas com os resultados eleitorais obtidos poderá aumentar consideravelmente o número de regiões governadas, principalmente se contar com o apoio do PSF, que já se manifestou a favor de uma frente única contra a extrema direita nas regiões onde ela tiver chances de ganhar. Sarkozy se manifestou contra uma aliança com o PSF para o segundo turno, mas gerou posicionamentos em sentido contrário dos demais componentes da aliança.

O PSF (Partido Socialista Francês), do presidente François Hollande, que controlava 12 das 13 regiões em disputa, e 21 das 22 regiões totais, obteve, em aliança com o PRG e outros grupos menores, quase 23% dos votos, e chegou na frente em duas províncias. O PSF foi o grande derrotado.

A esquerda anti-capitalista e os ecologistas chegaram na frente em Córcega.

Dos 44 milhões de eleitores habilitados, o abstencionismo somou 60%.

O segundo turno acontecerá no próximo domingo, 13 de dezembro. Serão as últimas eleições antes das eleições presidenciais de 2017.

 

QUAL É O SIGNIFICADO DAS ELEIÇÕES REGIONAIS FRANCESAS?

 

As eleições aconteceram a apenas 18 meses das eleições presidenciais e após três semanas dos atentados terroristas de Paris que deixaram um saldo de 130 pessoas mortas e pelo menos 350 feridos.

O resultado representa um forte giro à direita do regime político francês. Apesar da direita tradicional, encabeçada pelo ex presidente Nicolás Sarkozy, ter passado ao segundo turno na maioria das regiões, o principal fato é o forte crescimento da extrema direita, que não somente chegou à frente na maioria das regiões em disputa, mas também ditou à pauta eleitoral. A direita liderada por Sarkozy adotou algumas das bandeiras da extrema direita, da mesma maneira que o tinha feito em 2012.

A bancarrota da socialdemocracia se expressa pela forte perda eleitoral, inclusive em centros operários, apesar da virada direitista que se intensificou após a nomeação do primeiro ministro Manuel Valls. O aumento dos ataques contra os trabalhadores e os ataques contra as liberdades democráticas acabou gerando o repúdio da população, principalmente da base eleitoral de apoio entre os trabalhadores. A região de Nord Pas de Calais Picardie, onde Marine Le Penn ganhou de lavada, é uma região operária tradicionalmente ligada ao PSF e ao PCF.

Há uma clara movimentação da burguesia imperialista no sentido de endurecer o regime político. Os governos regionais, na França, controlam os portos, aeroportos, o transporte público local e as escolas municipais. Mas a importância vai muito além dessas questões.

O aprofundamento da crise capitalista na Europa e no mundo tem colocado em xeque os lucros dos grandes capitalistas. A França se encontra a anos luz da potência e da estabilidade social estabelecida nas três décadas seguintes à Segunda Guerra Mundial. O mesmo acontece nas demais potências europeias, na Inglaterra, na Itália e na Espanha. Os estados nórdicos também enfrentam problemas estruturais sérios, que aparecem principalmente na Suécia e na Finlândia. E o problema ainda mais crítico é que a crise escalou na coluna vertebral da Europa, na Alemanha.

A Alemanha entrou em recessão industrial. O principal banco alemão, o Deutsche Bank também entrou em situação falimentar.

A principal empresa alemã, a Volkswagen foi atingida em cheio pelas denuncias, que tiveram como origem os Estados Unidos, sobre a fraude dos índices da contaminação ambiental. Este fato revelou o aparecimento de rachaduras mais sérias na frente única imperialista colocada em pé, sob a hegemonia do imperialismo norte-americano, após a Segunda Guerra Mundial. Por trás, estava a tentativa dos Estados Unidos de conter a aproximação da Alemanha com a Rússia e, fundamentalmente, com o novo eixo impulsionado pelo Novo Caminho da Seda chinês.

A crise econômica está na base do regime político que avança em todo o mundo. A burguesia tenta impulsionar a extrema direita como carta a ser usado quando todos os outros instrumentos de controle do poder tenham fracassado.

 

A EVOLUÇÃO À DIREITA DOS RESULTADOS ELEITORAIS REGIONAIS

 

Marine Le Pen, a presidente da Frente Nacional, conquistou, na região nórdica de Nord Pas de Calais Picardie, 43% dos votos . Uma “coincidência” é que a região de Calais se encontra localizada na porosa fronteira com a Bélgica, que ali chegou uma grande quantidade de refugiados e que dali procediam uma parte dos terroristas. Le Pen disputará o segundo turno com Christian Estrosi, do Partido Republicano, aliado ao MoDem e a UDI, que obteve pouco mais de 26% dos votos; o PSF obteve apenas 16,11%.

Marion Marechal Le Pen, a sobrinha de Marine, conquistou, na região do sul de Provence Alpes Côte d’Azur, 41,7% dos votos. Disputará o segundo turno com Xavier Bertrand, do Partido Republicano. O PSF obteve 17,67%.

Em Alace Lorraine Champagne Ardenne, a FN obteve mais de 36% dos votos, do Partido Republicano, aliado ao MoDem e a UDI, obteve quase 26% dos votos e o PSF mais de 16%. Aqui a FN concorreu com o vice presidente do Partido, Florian Philippot.

Em Bourgogne Franche Comté, a FN obteve 31,48% dos votos, o Partido Republicano, aliado ao MoDem e a UDI, 24% e o PSF 23%.

Em Centre Val de Loire, a FN obteve 30,49% dos votos, o Partido Republicano, aliado ao MoDem e a UDI, 26,25% e o PSF 24,31%.

Em Languedoc Roussillon Midi Pyrénées, a FN obteve 32,65% dos votos, o PSF 24% e o Partido Republicano, aliado ao MoDem e a UDI, 18,63%.

O Partido Republicano, em aliança com o MoDem e a UDI, chegou em primeiro lugar em Ilê de France, a mais populosa do país, com 12 milhões de habitantes, onde disputará o segundo turno com o PSF e aliados.

A Frente Nacional também passou ao segundo turno em Auvergne Rhône Alpes, onde obteve por volta de 26% dos votos. O Partido Republicano, aliado ao MoDem e a UDI, venceu com 29,5% enquanto o PSF obteve 24,2%.

Na Normandie, a FN foi ao segundo turno com quase 28% dos votos. O Partido Republicano, aliado ao MoDem e a UDI, venceu por uma diferença de décimos percentuais enquanto o PSF obteve menos de 24%.

O PSF (Partido Socialista Francês)

 

O COLAPSO DO REGIME POLÍTICO FRANCÊS

 

O fortalecimento da extrema direita tem acontecido de maneira semi camuflada, mas, no fundamental, continua sendo a mesma direita fascista de sempre. Apesar da tentativa desses partidos de camuflar a sua política, se tirarmos a palavra imigrantes ou muçulmanos e colocarmos no lugar “judeu”, a diferença com o fascismo ou o nazismo passará a ser mínima.

A Frente Nacional francesa é o partido de extrema direita mais forte da Europa e agora está sendo alavancado para a frente do cenário político francês oficial.

O presidente François Hollande foi eleito em cima de um programa de crescimento, contra as políticas de austeridade. Seis meses depois da eleição presidencial, o PSF (Partido Socialista Francês) passou a controlar o parlamento com a maioria absoluta. Hollande até tentou. Ele fez algumas negociações com a chanceler alemã, Angela Merkel, mas desistiu o “crescimento” rapidamente e se converteu, ele próprio, num dos paladinos da austeridade. No ano passado, conforme a crise continuou se aprofundando, colocou com primeiro ministro um elemento da ala direita do PSF que se confunde com a direita ligada a ex presidente Nicolás Sarkozy, Manuel Valls.

A queda eleitoral do PSF reflete o colapso da alternativa socialdemocrata na atual situação política. Sarkozy tenta reciclar a direita tradicional, agrupada na UMP (Unidade por um Movimento Popular), mudando o nome para Partido Republicano, apertando os controle sobre a ala de extrema direita, liderada por Copé, e adotando parte das bandeiras da extrema direita. Essa movimentação, que já tinha sido ensaiada nas eleições gerais anteriores, pelo próprio Sarkozy, foi acelerada após a crise dos refugiados na Europa que colocou em xeque não somente o governo Hollande, mas também a direitista CDU/CSU alemã, liderada por Angela Merkel.

De acordo com as pesquisas eleitorais, a Frente Nacional deverá passar ao segundo turno nas próximas eleições presidenciais.

 

FRENTE ÚNICA DA DIREITA IMPERIALISTA TRADICIONAL?

 

Com o fortalecimento da extrema direita francesa, cresce na França a pressão da ala direita do PSF, com o próprio Manuel Valls à cabeça, e dos Republicanos de Sarkozy para a formação de uma “Grande Coalizão” entre ambos partidos, uma versão a la alemã, com o objetivo de enfrentar a Frente Nacional.

O problema dessa política é que ela chega em momento em que a burguesia aparece dividida por causa da crise econômica. O próprio Sarkozy é contrário à “Grande Coalizão” e tenta se fortalecer em cima do espólio da socialdemocracia.

O que está colocado é como salvar os lucros, como aplicar o ajuste contra a classe operária. A burguesia sabe que a socialdemocracia tem limitações na aplicação dessa política, apesar de que consegue com maior facilidade do que os outros manter o controle das massas. Sarkozy já poderia avançar mais forte contra os trabalhadores, e poderia usar o PSF como muleta de contenção das massas. Mas quem poderia aplicar o ajuste ao “belo prazer” é a extrema direita. O problema é que essa política conduz, inevitavelmente, ao acirramento das contradições sociais. Por esse motivo, a burguesia imperialista continua alimentando os seus pitch bulls, mas, como sabe que pode facilmente perder o controle e incendiar o país, a Europa e o mundo, somente os colocará em cena quanto não houver outra opção.

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UMA NOVA ONDA DA “GUERRA CONTRA O TERROR”?

O QUE MOSTROU A REUNIÃO DOS G20

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Na recente reunião, dos G20, que aconteceu na Turquia, os 20 países mais desenvolvidos do planeta, o fundamental das discussões esteve orientadas a como combater os terroristas, ou, dito em outras palavras, a como aplicar uma nova onda da chamada “Guerra ao Terror”. Em cima desta política, está sendo estabelecida uma frente única entre todas as alas da burguesia em escala mundial, apesar do grau de comprometimento dos vários setores. A última vez que se viu algo semelhante foi quando foram colocados em pé as políticas neoliberais nas décadas de 1980 e 1990.

Sobre a política contra o terror, o eixo Obama, Merkel, Hollande tenta fortalecer a aliança com Putin, chineses e iranianos no Oriente Médio, ampliando a participação direta. Desta maneira, um dos objetivos fundamentais passa por se apropriar de parte das bandeiras da extrema direita, colocando-as efetivamente em prática. O problema é que a aplicação dessas políticas é como uma bola de neve, como o demonstraram as fracassadas invasões do Iraque e do Afeganistão. Mas quais seriam as alternativas?

Os monopólios, na tentativa de salvar os lucros a qualquer custo, tentam colocar em pé uma política de força. O problema é qual ala do regime poderá coloca-la em prática. O candidato natural seria a extrema direita, mas coloca-la à frente do regime pode gerar uma desestabilização gigantesca e abrir caminho para o desenvolvimento das tendências revolucionárias. Por enquanto, a burguesia manobras com a “direita tradicional”, com Obama, Merkel, Hollande e Cameron. Há um “leve” deslocamento à direita com Rubio e seus amigos do Partido Republicano, nos Estados Unidos. Mas esse “leve” deslocamento é apenas uma aparência, pois, por trás do Senador Rubio está a extrema direita que se agrupa no Tea Party. Na Alemanha, aparecem em cena os nazistas reciclados do AfD. Na França, onde a crise é muito maior, a burguesia foi mais longe. A Frente Nacional, de Le Penn, já se tornou um dos principais partidos políticos do país e ameaça ir ao segundo turno nas eleições nacionais que acontecerão no próximo ano.

A política golpista foi desescalada na América Latina. As tensões foram reduzidas na Ucrânia e no Mar do Sul da China, na tentativa de estabilizar o Oriente Médio. Mas aparece no horizonte uma nova escalada agressiva que inevitavelmente deverá conduzir o mundo capitalista à enorme desestabilização.

 

MARXISMO OU PACIFISMO BURGUÊS?

 

O grosso da esquerda mundial publicou sendos comunicados contra o terrorismo e a brutalidade do Estado Islâmico, a reboque da campanha do imperialismo. Em cima dessa posição política oportunista e abertamente pró-imperialista, nós deveríamos disputar com a direita o repúdio para posições democráticas. Na realidade, falar que é por causa dos terroristas que a repressão acontece ou aumentará é mais cínica apologia da direita imperialista. Implica em justificar a Guerra do Iraque e do Afeganistão, os golpes de estado, os ataques contra os palestinos e os povos árabes em geral.

O governo francês já armou todo o circo para aplicar com força total a Lei Anti-terrorista que se encontrava entravada por causa da enorme resistência popular. Da mesma maneira, a burguesia imperialista conseguiu abrir passagem para aventuras militares em larga escala, principalmente no Oriente Médio, e para ataques contra os restos do chamado “estado de bem-estar social”.

Os revolucionários marxistas, proletários, devem denunciar as manobras da burguesia que tenta colocar em pé uma política de extrema direita, contra as massas, com o objetivo de salvar os lucros dos monopólios. A “Guerra contra o terror” não passa de uma política do imperialismo.

 

A ESSÊNCIA DA “GUERRA CONTRA O TERROR”

 

A chamada Lei Patriótica (US Patriotic Act) foi promulgada no dia 26 de outubro de 2001, nos Estados Unidos, pelo então presidente George W. Bush JR. Os direitos civis e as liberdades individuais foram colocados no foco dos ataques usando como desculpa o combate ao terrorismo. Uma grande campanha foi orquestrada por meio da imprensa capitalista, incentivando o medo de novos atentados, para justificar a suspensão de direitos e garantias constitucionais e a autorização dos crimes e de todo tipo de abusos por parte do Estado.

Foi institucionalizada a política oficial de caça às bruxas com a perseguição em massa aos muçulmanos e a qualquer opositor do regime, além da legalização da tortura, das execuções sumárias etc. Foi a volta intensificada do macarthismo, que, após a Segunda Guerra Mundial, condenou um grande número de intelectuais sob a acusação de atividades denominadas antiamericanas. Tornaram-se práticas comuns, e livres de ordens judiciais, o rastreamento dos serviços de Internet e das comunicações telefônicas. As bibliotecas e livrarias foram obrigadas a informar sobre os livros procurados por determinados cidadãos. Foi permitida a detenção de “suspeitos” por períodos prolongados. A histeria atingiu um grau tão alto que o governo Bush aprovou em 2004 o projeto de lei conhecido como Tips (Sistema de Prevenção e Informação sobre Terrorismo), que foi rejeitado pelo Congresso, que institucionalizava mecanismos para que um grande número de profissionais, tais como eletricistas e carteiros, entre outros, colaborassem como informantes da polícia.

No orçamento federal, todas as despesas foram congeladas por cinco anos, “com exceção as relacionadas com segurança”. As agências de espionagem ganharam sensíveis acréscimos nos orçamentos. O programa Homeland Security (Segurança Doméstica), que foca o controle de fronteiras, contraterrorismo e cyber-segurança, passou a controlar um orçamento de US$ 47 bilhões. A CIA (Agência Central de Inteligência) e algumas outras agências de espionagem um orçamento de mais de US$ 53,5 bilhões. O Departamento de Justiça destinou mais de US$ 23 bilhões para o FBI (polícia federal dos EUA), à DEA (departamento anti-narcóticos), o Sistema Prisional (que é terceirizado, e hoje conta com mais quase três milhões de presos), o BATR (Controle de Álcool, Tabaco, Explosivos e Armas de Fogo), a Divisão de Segurança Nacional e outras organizações policiais. Somente o programa de contraterrorismo do FBI recebeu US$ 3 bilhões, um terço do total do orçamento desse organismo. Estes números não consideram as verbas secretas cujo montante é desconhecido, tais como as relacionadas com a inteligência militar do programa NIP (Programa de Inteligência Nacional), que contempla as operações no Afeganistão e o Paquistão, cyber-segurança, contraterrorismo, espionagem de governos estrangeiros e grupos qualificados como terroristas. A CIA é a grande provedora desses recursos secretos, provenientes, principalmente, do tráfego de drogas e outras operações ilícitas, tais como lavagem de dinheiro e prostituição, conforme tem sido publicado na imprensa burguesa nos últimos anos.

Este é o modelo das leis antiterroristas que foram impostas pelo imperialismo norte-americano em escala mundial. Essas leis foram aprovadas, recentemente, de maneira um tanto tardia, na França e no Brasil.

QUALQUER SEMELHANÇA NÃO É MERA COINCIDÊNCIA!

OS ATENTADOS TERRORISTAS DE 11 DE SETEMBRO E PARIS

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Os atentados contra as Torres Gêmeas de Nova Iorque, que aconteceram no dia 11 de setembro de 2001, foram a desculpa para que a extrema direita, que controlava o fundamental do governo de George Bush Jr., passasse a aplicar a nefasta política denominada “Guerra ao Terror”.

Os Estados Unidos do início da década passada enfrentavam o esgotamento das políticas neoliberais. Os monopólios procuravam novos mecanismos para manter as taxas de lucro. A França e a Alemanha, que juntos compõem o coração do capitalismo europeu, está passando por uma crise de gigantescas proporções agravada pela crise da ala hegemônica por causa das ondas de refugiados de guerra.

Por trás do circo armado em, praticamente, todos os grandes atentados se encontram as garras dos serviços de inteligência e das agências de repressão a serviço da direita que, por sua vez, é o representante natural dos interesses dos monopólios. Apesar da campanha histérica e idiotizante da imprensa burguesa, há interesses reais e materiais, resultados concretos que foram e serão aplicados após os atentados terroristas.

Os Estados Unidos invadiram o Iraque achando que seria um passeio. O objetivo era, logo em seguida, invadir o Irã e passar a controlar de maneira direta o grosso do petróleo do Oriente Médio. Foi aprovado o Ato Patriótico, foi imposto ao mundo a aprovação das leis anti-terroristas. O Pentágono aprovou, em 2001, a política denominada “Full Spectrum Dominance”, ou dominação total do mundo por céu, ar, terra e ciberespaço. A metade do orçamento do Pentágono foi direcionada para a região Pacífico da Ásia. O orçamento da CIA e das demais agências “anti-terroristas” foi às alturas. Em fim, grande prosperidade para o complexo industrial militar. O “conto de fadas” deu claras amostras de esgotamento com a derrota militar dos Estados Unidos no Iraque, em 2007, o colapso capitalista de 2008, impulsionada pelos gigantescos gastos militares, e a derrota do Partido Republicano nas eleições nacionais.

A França, com a Alemanha por trás, tem exatamente o mesmo propósito dos Estados Unidos com, obviamente, as próprias peculiaridades. O objetivo é participar diretamente do controle do “bolo” no Oriente Médio e que é incompatível com a ação militar exclusiva dos russos e iranianos, e, pior ainda, com aliados como o Hizbollah, a poderosa milícia libanesa, os curdos e as milícias xiitas.

 

A FARSA DO 11 DE SETEMBRO

 

Segundo o registro do governo norte-americano, versão repetida exaustivamente pela imprensa capitalista brasileira, porta-voz da Casa Branca no Brasil, 19 militantes da Al Qaeda, sob as ordens de Osama bin Laden  apoderaram-se de quatro aviões Boeing e, enquanto escapavam do Sistema de Defesa Aéreo, conseguiram atingir 75% dos alvos que planejavam atacar. As torres 1,2 e 7 do World Trade Center teriam desabado devido a uma falha estrutural causada pelo fogo em um efeito em cadeia com um andar derrubando o outro.

Enquanto isso, os aviões que atingiram o Pentágono e o avião abatido em Shankisville, cidade da Pensilvania, foram vaporizados devido ao impacto.

Apesar de todos os gastos e aparatos militares e de inteligência não houve avisos sobre estes ataques e múltiplas falhas, algo reconhecido pelo governo dos Estados Unidos, ou seja, impediram uma defesa capaz de evitar o êxito do grupo nacionalista árabe.

Alguns dos fatos ultra suspeitos. Ainda poderíamos enumerar mais uma centena, a maioria dos quais são públicos e podem ser vistos na Internet.

1.O primeiro fato que chama a atenção é a forma como caíram as torres do Word Trade Center. Uma forma muito semelhante a uma explosão programada de um edifício. Além disso, as duas torres caíram exatamente da mesma forma, aumentando as possibilidades de que foram dinamitadas.

  1. O cimento dos edifícios foi pulverizado. As cenas do ataque após as torres virem  abaixo. O que se vê, e novamente pode ser constatado pelas imagens de televisão, são grandes montanhas de pó de 5 ou 6 metros de altura.
  2. Canais de televisões norte-americanos registraram depoimentos de repórteres que ouviram uma segunda explosão antes do colapso total dos edifícios.
  3. Membros do governo Bush, como Condolezza Rice, secretária de Estado, e o próprio George W.Bush afirmaram que não ocorreram avisos sobre os atentados e que o governo e o sistema de Defesa não previam ataques desta natureza. Uma afirmação falsa, pois dois anos antes dos ataques de 11 de setembro, as Forças Armadas dos EUA realizaram exercícios de treinamentos que usavam aviões desviados como armas com um dos supostos alvos sendo o WTC. Fora a experiência norte-americana com o ataque a Pearl Harbor.
  4. Foi constatado que o principal homem do serviço secreto paquistanês, o General Mohmood Ahmeed, pediu para que um dos líderes da causa árabe, o Omar Sheikh, emprestasse 100 mil dólares a Mohammed Atta, principal militante da Al Qaeda na lista dos 19 executores do atentado.
  5. Em janeiro de 2001, a administração Bush ordenou ao FBI e às agencias de inteligência para se afastarem das investigações que envolviam a família Bin Laden, incluindo dois familiares que viviam na cidade de Falls Church, no estado da Virgínia, próximo ao quartel da CIA. Neste momento, Osama Bin Laden já era considerado um dos principais “terroristas” procurados pela agência.

 

A FARSA DOS ATAQUES CONTRA CHARLIE HEBDO

 

Segundo as informações oficiais, divulgadas pela imprensa burguesa, os responsáveis, pelos atentados em Paris e contra a revista Charlie Hebdo, que aconteceram em janeiro deste ano, teriam ligações com os militantes islâmicos radicais que atuam no Oriente Médio. Mas, da mesma maneira que aconteceu com vários outros atentados terroristas, como os do 11 de setembro de 2001, as evidências que apareceram nos vídeos parecem desmentir as versões oficiais. No caso Hebdo, os terroristas gritaram “Allah Akbar!”, ou “vingadores de Mahommed”, e falaram, em bom francês, que eram membros da Al-Qaeda. Mas eles ao invés de destruírem os materiais da Revista, que eram muito ofensivos, se dedicaram a matar pessoas e até a disparar contra um policial que estava ferido no chão. Sem terem completado o objetivo e sem mostrar interesse em se tornar mártires, os terroristas fugiram rapidamente da polícia. Esses “militantes” demonstraram conhecimento militar e não estavam vestidos como jihadistas, mas como comandos militares.

Os atentados contra a Revista Charlie Hebdo foram usados pela Frente Nacional para impulsionar uma campanha contra os imigrantes, principalmente, contra os que têm como origem as ex colônias francesas do norte da África e os do Oriente Médio. A nova extrema direita europeia tenta se distanciar do fascismo “clássico”, mas basta trocar imigrante islâmico para judeu que as diferenças ficam muito pequenas.

Faltam agora os detalhes para conhecermos os detalhes da farsa dos ataques terroristas de Paris. Mais um capítulos do ataque terrorista de Pearl Harbor, para justificar a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, do auto-afundamento de um navio na Bahia de Tonquim, para justificar a entrada na Guerra do Vietnam, em 1967, o afundamento de um navio em Havana, para justificar a guerra contra a Espanha no final do século XIX. E a lista de exemplos é gigantesca.